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Nesta fase eliminatória da Copa do Mundo, as seleções de Brasil e Japão se encontram hoje, às 14h, no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos, em um embate válido pelas oitavas de final. Embora ambas as equipes adotem um discurso de cautela e equilíbrio, o retrospecto dos confrontos diretos historicamente favorece amplamente a Seleção Brasileira, que, ao longo de sua trajetória, registrou apenas uma derrota para os asiáticos.
A única vez em que o Japão superou o Brasil ocorreu justamente no último encontro entre as duas nações. Após assumir o comando da Seleção Brasileira no ano passado, o técnico Carlo Ancelotti, em parceria com a CBF, estabeleceu uma estratégia de preparação que incluía enfrentar seleções de diversos continentes nas janelas de amistosos da FIFA, visando à Copa do Mundo.
No ciclo de confrontos contra equipes asiáticas, o Brasil inicialmente goleou a Coréia do Sul por 5 a 0. Quatro dias depois, em 14 de outubro de 2025, a Seleção Canarinho sofreu uma virada e foi derrotada pelo Japão por 3 a 2. Naquela partida, o Brasil chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo, mas uma sequência de falhas defensivas na segunda etapa permitiu que os japoneses marcassem três gols e virassem o placar.
Ampla vantagem histórica do Brasil
Apesar da memória recente não ser das mais agradáveis, o histórico geral entre Brasil e Japão é de domínio brasileiro. As duas seleções já se enfrentaram 14 vezes, considerando tanto jogos oficiais quanto amistosos. Desses embates, a seleção canarinho saiu vitoriosa em 11 ocasiões, consolidando sua superioridade.
Houve ainda dois empates, e a já mencionada única vitória do Japão completa o quadro dos confrontos diretos.
Encontro em Copas do Mundo
Entre os 14 jogos registrados, um deles ocorreu em um palco de Copa do Mundo: o estádio de Dortmund, na Alemanha, durante a fase de grupos do Mundial de 2006. Naquela ocasião, o Brasil venceu o Japão, então comandado por Zico, por 4 a 1.
Apesar de um susto inicial, com os japoneses abrindo o placar aos 34 minutos do primeiro tempo, o time estrelado do Brasil, sob a batuta de Carlos Alberto Parreira, reagiu na segunda etapa. Gols de Ronaldo (duas vezes), Juninho Pernambucano e Gilberto selaram a goleada, garantindo os 100% de aproveitamento da Seleção na primeira fase do torneio.
Análise do momento atual das seleções
O duelo entre Brasil e Japão marca o início da fase de mata-mata para a equipe de Carlo Ancelotti. Após uma campanha sólida na fase de grupos, liderando o Grupo C, a Seleção chega embalada pela convincente vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, considerada sua melhor atuação até o momento no Mundial.
Vini Jr. tem sido o grande destaque brasileiro nesta Copa do Mundo. O camisa 7 marcou em todos os três jogos da fase de grupos, acumulando quatro gols e assumindo a vice-artilharia do torneio, evidenciando seu protagonismo em um momento crucial.
O retorno de Neymar na última rodada da primeira fase oferece mais uma valiosa alternativa para Ancelotti no mata-mata. A grande diferença neste ciclo é que o Brasil demonstra não depender exclusivamente do camisa 10 para avançar.
Por outro lado, o Japão não pode ser subestimado. A seleção japonesa garantiu sua vaga nas oitavas de final como segunda colocada do Grupo F, atrás da Holanda, e exibiu uma organização tática notável na primeira fase. A equipe empatou com a Holanda, goleou a Tunísia e também empatou com a Suécia, mostrando ser um adversário com transições rápidas, disciplina e capacidade de surpreender seleções de maior renome.
O vencedor do confronto entre Brasil e Japão enfrentará, nas quartas de final, o classificado do embate entre Costa do Marfim e Noruega. Isso significa que, caso avance, a Seleção Brasileira poderá ter pela frente o desafio de encarar Erling Haaland, um dos atacantes mais proeminentes desta Copa.
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