GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Candidatas a cargos eletivos em diversos estados brasileiros denunciam a constante violência política de gênero durante o período eleitoral, cobrando proteção efetiva dos órgãos de segurança e da Justiça Eleitoral diante de sucessivas ameaças de morte e agressões.

Em apuração publicada pela Agência Pública, a deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) alertou sobre intimidações com ameaças de morte e violência sexual. Segundo a parlamentar, órgãos como a Polícia Federal e os tribunais eleitorais não estão preparados para responder à gravidade dos ataques.

A violência atinge postulantes em diferentes regiões do país. Em Santa Catarina, a advogada e suplente ao Senado Fernanda Klitzke (PT) relatou ter sido agredida com chutes e disparos de bala de borracha por policiais militares em Jaraguá do Sul.

Publicidade

Leia Também:

Em Minas Gerais, as deputadas Andréia de Jesus (PT-MG) e Duda Salabert (PSOL-MG), além da candidata Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), também registraram ocorrências. Conforme reportado pelo portal Alma Preta, Andréia de Jesus foi alvo de mensagens de cunho racista e intimidações físicas.

Falta de suporte e estrutura de segurança

As candidatas enfatizam a ausência de mecanismos práticos de proteção e de verbas específicas para a segurança das mulheres durante as campanhas. Ana Elisa destaca que a sensação de vulnerabilidade é constante e afeta a integridade das postulantes e de suas famílias.

Bella Gonçalves também aponta a falta de regulamentação das leis estaduais e federais criadas para conter esses crimes. Ela defende que o fundo partidário também seja utilizado pelas legendas para garantir suporte físico e jurídico às vítimas.

Barreiras na representatividade feminina

Apesar da cota de candidaturas existir há 30 anos, as mulheres ocuparam apenas 17,7% das cadeiras na Câmara Federal nas eleições de 2022. Mesmo após a aprovação da Lei nº 14.192/2021, que tipifica esse tipo de agressão, os desafios de permanência continuam elevados.

Para Maíra Baracho, gestora da plataforma Bonde, as intimidações funcionam como um instrumento de exclusão para afastar as mulheres da política institucional. Ela ressalta que combater os ataques e responsabilizar as plataformas digitais é fundamental para assegurar a diversidade nos espaços de poder.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade