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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026

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Com realização nas periferias do Recife, URBANA chega ao Ladobeco no Arruda

Espaço cultural na comunidade recebe vivências artísticas femininas de graffiti para meninas @urbanavivencia @ladobeco_centrocultural @milabarrospinta @naaratati @iaraz.izna @a_amandadias @okadodocanal

Com realização nas periferias do Recife, URBANA chega ao Ladobeco no Arruda
Foto: Thays Medusa
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Com realização das artistas visuais e arte-educadoras pernambucanas autorais Mila Barros, que é a criadora da ideia, Iara Izna e Tati Naara, todas de origem periférica, URBANA é a continuidade do movimento de vivências artísticas femininas no graffiti pelas periferias do Recife. A maioria das atividades é para as crianças, sobretudo meninas, das próprias comunidades envolvidas. Neste fim de semana, nos dias 29 (sábado) e 30 de novembro (domingo), a programação ocorre no Ladobeco, espaço cultural no bairro do Arruda (Zona Norte - Avenida Professor José dos Anjos, nº 121), das 9h às 17h.

Esse centro cultural na comunidade do Arruda existe desde 2018, sendo fundado pelo rapper, cantor, compositor, arte-educador e dançarino pernambucano Okado do Canal, referêrencia do breaking e das danças urbanas. Dentro desse espaço, a educação popular é compartilhada por meio do movimento hip hop, da arte e cultura periféricas e do adiovisual.  

As produtoras culturais Iara Izna, Mila Barros e Tati Naara destacam que em URBANA tem tintas, cores, letras, trocas e vivências nas ruas, reforçando que é uma criação autoral de mulheres periféricas. Vale dizer também que, em cada comunidade contemplada, pinturas coletivas são realizadas nas paredes e muros, com assinatura das crianças e adultos.

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“Com as pinturas, a gente mantém vivo o direito à cidade e ao mesmo tempo valorizamos o empoderamento feminino. Em ‘URBANA’, as meninas criam desenhos a mão. Além do mais, esse circuito é um espaço de inspirações. Isso porque a infância e a arte se encontram e a vida acontece. A gente troca e cresce com muita cor e conhecimento com essas vivências, onde a presença das mulheres é o que nos faz ainda maiores. Devemos mostrar sempre que essas mulheres existem e resistem, permitindo que sejam influência para outras mais e potências reveladoras de novas artistas”, declara a grafiteira Mila Barros.

URBANA faz parcerias com associação, centro, espaço e núcleo culturais durante dois dias seguidos de atividades em cada periferia. Ao todo, os oito encontros totalizam 72 horas de vivências artísticas femininas no graffiti. As primeiras movimentações foram no Centro Comunitário Mário Andrade de Lima, no bairro do Ibura (Zona Sul), nos dias 11 e 12 de outubro deste ano. Em seguida, neste mês, foi para o Núcleo Comunitário dos Casados, no bairro de Santo Amaro (Região Central), nos dias 1 e 2 de novembro. Já a sua conclusão acontece na Associação de Moradores da Vila Tamandaré, no bairro de Areias (Zona Oeste), nos dias 6 e 7 de dezembro.

“Esta circulação também é uma ação afirmativa que contribui para o crescimento do movimento de mulheres e meninas nas artes urbanas e cultura hip hop, como o graffiti, que é o tema dos encontros. Além do compartilhamento de saberes artístico-culturais, a busca nessas vivências é justamente pelo incentivo à atuação feminina na arte periférica, por meio do lazer que a cultura por si só proporciona”, afirma Iara Izna.

A partir da diversão do que é viver e celebrar a vida, o circuito tem os objetivos de reunir, ampliar e possibilitar o acesso à arte urbana feita por mulheres, sempre de maneira coletiva. O propósito é fortalecer a luta das mulheres por meio de técnicas artísticas que, além de potencializá-las, contribuem para a afirmação da identidade.

“Permitimos nós mesmas de nos empoderarmos. Vale dizer que todas as referências e técnicas para as atividades são femininas, inclusive a formação da equipe técnica. A gente traz um debate artístico sobre a entrada e permanência de mulheres nas artes urbanas, assim como sua valorização e reconhecimento. URBANA também é um espaço de caminhos para a economia criativa, isso porque o graffiti gera autonomia e dinheiro”, acrescenta Tati Naara.

URBANA tem incentivo público, com financiamento pelo edital Recife Virado nas Periferias - Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Ministério da Cultura e Governo Federal, e no município pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, Secretaria de Cultura e Prefeitura do Recife.

A equipe técnica é formada por Palas Camila (coordenação de produção); Joelma Andrade (produção local do Centro Comunitário Mário de Andrade - Ibura); Amanda Dias (produção local do Ladobeco - Arruda); Vera de Santo Amaro (produção local do Núcleo Comunitário dos Casados - Santo Amaro); Thays Medusa (fotografia e audiovisual); Idalice Vitória (identidade visual e design); Renna (Dj); Amanda Bezerra (alimentação) e Carla Barros (financeiro). Dj Renna está com a discotecagem sempre na segunda data dos encontros, atuando no som e na própria curadoria de bases musicais da cena hip hop.

Em 2024, houve a estreia do circuito de vivências artísticas femininas de graffiti, sendo chamado de “Empoderarte” e realizado em quatro espaços culturais nas comunidades do Recife: Cores do Amanhã (bairro do Totó - Zona Sul); Gris Solidário (bairro da Várzea - Zona Oeste); Revelar.si (bairro do Coque - região Central) e Coletivo Fala Alto (bairro de Água Fria - Zona Norte).

URBANA: circuito de vivências artísticas femininas no graffiti

Data: 29 (sábado) e 30 novembro (domingo)

Local: Ladobeco (Avenida Professor José dos Anjos, nº 121)

Horário: 9h às 17h

Gratuito

Ficha técnica - URBANA

Criadora e arte-educadora: Mila Barros
Arte-educadora: Iara Izna
Arte-educadora e produção local da Associação de Moradores da Vila Tamandaré (Areias): Tati Naara
Coordenação de produção: Palas Camila
Produção local do Centro Comunitário Mário de Andrade (Ibura): Joelma Andrade
Produção local do Ladobeco (Arruda): Amanda Dias
Produção local do Núcleo Comunitário dos Casados (Santa Amaro): Vera de Santo Amaro
Fotografia e audiovisual: Thays Medusa
Identidade visual e design: Idalice Vitória
Dj: Renna
Alimentação: Amanda Bezerra
Financeiro: Carla Barros
Incentivo público: financiamento pelo edital Recife Virado nas Periferias - Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Ministério da Cultura e Governo Federal, e no município pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, Secretaria de Cultura e Prefeitura do Recife.

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Daniel Lima

Publicado por:

Daniel Lima

Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.

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