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Para conter o avanço epidemiológico, o governo de Angola reativou o seu Plano Nacional de Contingência devido ao avanço do surto de Mpox em Angola. A medida, anunciada pelas autoridades de saúde em setembro de 2026, visa frear a transmissão da doença, que já soma 593 casos confirmados e dois óbitos registrados no país.
Como estratégia imediata de mitigação, as autoridades de saúde pública mobilizaram um lote de 50 mil doses de vacinas. De acordo com as diretrizes oficiais, os imunizantes serão direcionados prioritariamente aos profissionais de saúde na linha de frente e às pessoas que tiveram contato direto com pacientes infectados.
A diretora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, destacou que o perfil epidemiológico atual aponta uma maior vulnerabilidade entre jovens. Mulheres na faixa etária de 20 a 24 anos representam o grupo mais afetado pelas infecções recentes. Nas últimas 24 horas, o país registrou 15 novos diagnósticos positivos.
Reforço nas ações de prevenção
O secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos de Sousa, garantiu que o foco está na resposta rápida e no controle de novos focos. "Vamos continuar a investir na capacitação dos profissionais, na realização de exercícios de simulação e na melhoria do sistema de informação", afirmou o secretário.
Atualmente, as províncias de Cabinda, Moxico Leste, Lunda-Sul e Moxico concentram as notificações. A região de Cabinda permanece como o principal epicentro da doença em território angolano, exigindo monitoramento constante e isolamento rigoroso dos casos suspeitos e confirmados pelas equipes médicas locais.
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