A agremiação paulistana revelou o samba-enredo do Acadêmicos do Tatuapé para o Carnaval 2027 em uma grande celebração na quadra da escola. A obra abordará as origens, a espiritualidade e as tradições da República Democrática do Congo, conectando a história africana às heranças culturais brasileiras.

A composição do hino oficial é assinada por Márcio André, Thiago Morganti, Thiago Meiners, Claudio Mattos, Shumacker, Wilson Mineiro, Herval Neto, André Valencio, Vitor Roblanco, Aranha Wilpz, JP Orlow e Tubino.

Projeto visual e elementos artísticos na Avenida

O carnavalesco Wagner Santos manifestou entusiasmo com a escolha da trilha sonora, destacando que a letra reflete perfeitamente a proposta visual do desfile. A narrativa abordará desde as origens ancestrais do Congo até os dias atuais, ressaltando suas influências folclóricas e festivas no Brasil.

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Além disso, o projetista adiantou que o desfile terá forte apelo teatral. A apresentação contará com diversos momentos coreografados ao longo do cortejo, incluindo performances nos carros alegóricos e elementos decorativos informativos.

Processo democrático e antecipação do resultado

A definição da obra vitoriosa ocorreu após uma disputa que reuniu cerca de 18 composições. Os presidentes Erivelto Coelho e Eduardo Santos explicaram que a seleção envolveu avaliações do Departamento Cultural, da diretoria e de toda a comunidade.

Para assegurar a transparência e integrar os componentes, o anúncio do vencedor foi antecipado em dez dias. Essa medida permitiu organizar os arranjos, ajustar a gravação e evitar que os integrantes fossem surpreendidos por vazamentos.

Segundo Eduardo Santos, eventuais ajustes na letra foram pontuais, focando apenas na adequação melódica e na facilidade de canto, sem descaracterizar a obra original escolhida pela escola.

Superação dos compositores e identidade africana

Para a parceria vencedora, o resultado representou a conquista após dez tentativas frustradas na disputa interna da agremiação. O compositor Shumacker destacou o desafio de criar uma estrutura musical fora do padrão tradicional, que teve excelente aceitação entre os componentes.

Já o compositor André Valencio ressaltou a afinidade do grupo com vertentes do samba afro e de temáticas religiosas de matriz africana, essenciais para a construção da obra que disputou contra grandes nomes do Carnaval de São Paulo.

Conexão ancestral do intérprete Celsinho Mody

O intérprete oficial Celsinho Mody enfatizou a forte carga emocional ao interpretar a história congolesa. De linhagem familiar banto, o cantor afirmou sentir uma profunda ligação com o enredo, comparando a experiência ao trabalho do consagrado mestre Neguinho da Beija-Flor.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade