A ex-atleta olímpica de wrestling e fundadora da Mempodera, Aline Silva, recebeu, no dia 24 de julho, o Prêmio Luiza Mahin – Edição 2026, concedido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) da Prefeitura de São Paulo. A premiação reconheceu mulheres que se destacam na valorização da cultura negra, na promoção da igualdade racial, na inclusão social e no enfrentamento ao racismo.

Cerimônia e contexto histórico

A cerimônia ocorreu na Galeria Olido, localizada no centro da capital paulista, reunindo as sete mulheres selecionadas nesta edição. O evento celebrou trajetórias que contribuem para o fortalecimento da cidadania e da justiça social, antecedendo o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, data comemorada em 25 de julho.

Instituído em 2007, o prêmio homenageia a africana escravizada Luiza Mahin, figura central e símbolo da resistência negra no Brasil por sua participação em revoltas contra a escravidão no século XIX. Mãe do abolicionista Luiz Gama, seu nome está eternizado no Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Publicidade

Leia Também:

O impacto da Mempodera

À frente da Mempodera, organização sem fins lucrativos, Aline Silva lidera iniciativas voltadas ao fortalecimento da liderança feminina. O projeto oferece gratuitamente atividades essenciais para crianças e adolescentes:

  • Aulas práticas de wrestling
  • Ensino de inglês introdutório
  • Apoio voltado especialmente para meninas e mulheres negras em situação de vulnerabilidade

Única brasileira medalhista em um Campeonato Mundial de Wrestling, a ex-atleta utiliza o esporte como ferramenta de transformação social. Crescida na periferia, ela busca ampliar oportunidades para inspirar novas gerações.

"Ficamos muito felizes pela premiação. É um reconhecimento do trabalho em conjunto que fazemos, não é sobre mim, é sobre o nosso time", destacou Aline Silva ao comentar a homenagem recebida na capital paulista.