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A COP31 tem início na próxima segunda-feira, dia 09 de novembro, em Antália, na Turquia, reunindo líderes mundiais em um momento crítico. O evento ocorre em um contexto geopolítico alterado pelo agravamento do caos climático e pelo bloqueio de corredores petrolíferos estratégicos. O objetivo central da cimeira é retomar o diálogo internacional e consolidar um acordo focado na eletrificação para viabilizar o abandono definitivo dos combustíveis fósseis.

Francisco Ferreira, presidente da associação ambientalista ZERO, projeta negociações complexas. Embora reconheça progressos recentes, o especialista alerta que a resposta global permanece insuficiente diante da urgência climática: “Sabemos o que é necessário fazer, mas não estamos a conseguir concretizá-lo”. O planeta caminha para um aquecimento de cerca de 2,8°C até 2100, evidenciando o abismo entre metas e ações práticas.

A crise energética, intensificada por conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, coloca obstáculos adicionais. Um dos pontos mais sensíveis é o financiamento climático. Países desenvolvidos ainda falham em cumprir promessas de auxílio às nações em desenvolvimento, e mecanismos como o Fundo de Resposta a Perdas e Danos, criado em 2022, seguem sem financiar projetos concretos devido a impasses econômicos.

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Outro tema central será o Segundo Balanço Global, que avaliará a evolução desde o Acordo de Paris, em 2015. A presidência turca destaca a eletrificação como pilar, embora Ferreira ressalte que essa transição só é eficaz se a energia for proveniente de fontes renováveis. Sem metas mais rigorosas para 2030, a conferência corre o risco de se tornar apenas mais um fórum de promessas, enquanto a ciência já aponta que o limite de 1,5°C de aquecimento global será superado.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade