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A Prefeitura de São Paulo demoliu o histórico espaço Samba do Cruz, na Comunidade Cruz da Esperança, Zona Norte da cidade, em 29 de julho, em uma ação que afeta a memória negra em São Paulo e enfraquece o patrimônio cultural local.
Em poucas horas, as máquinas municipais destruíram 68 anos de história comunitária e religiosa. O local abrigava o tradicional samba da região, encontros de futebol de várzea, rodas de capoeira e práticas do candomblé, incluindo o assentamento de orixás.
Segundo análises do Instituto Pólis, a medida impacta diretamente o legado construído ao longo de quatro gerações de famílias. A intervenção urbana evidencia a falta de políticas para a preservação de territórios ancestrais na capital paulista.
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