Em recente lançamento pela editora Planeta, o livro "O perigo de uma religião única" debate a imposição de práticas teológicas particulares como universais. Escrito por Sidnei Nogueira e Hédio Silva Júnior, o trabalho analisa como a fé tem sido instrumentalizada no Brasil.

Inspirados pelo alerta da escritora Chimamanda Ngozi Adichie sobre o perigo de uma história única, os autores unem epistemologias do Candomblé e o conhecimento jurídico. Eles demonstram que forças autoritárias utilizam o discurso religioso para sustentar políticas excludentes.

O contexto histórico e a intolerância

O Brasil carrega marcas profundas da imposição da moralidade cristã desde o período colonial. Embora a Constituição garanta a laicidade do Estado, símbolos religiosos ainda ocupam órgãos públicos, refletindo uma hegemonia histórica.

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Dados do Censo do IBGE de 2022 mostram que o Cristianismo segue massivo, enquanto religiões de matriz africana representam 1,05% da população. Contudo, candomblecistas e umbandistas somam mais de 70% dos denunciantes de intolerância religiosa no país.

Estado laico em debate

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou expressivo aumento nos casos de violência e intolerância contra adeptos de crenças afro-indígenas. O cenário evidencia a urgência de discutir a separação entre religião e política.

A obra convida o leitor a refletir sobre a democracia, defendendo a pluralidade e o respeito às diferenças em uma sociedade plural e diversa.

Ficha técnica

Título: O perigo de uma religião única

Autores: Sidnei Nogueira, Hédio Silva Júnior

Editora: Planeta

Publicação: 15 de junho de 2026

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade