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A campanha para as eleições são-tomenses legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe chega ao fim nesta sexta-feira sob um evidente clima de apatia e descrença popular.
As sete forças políticas concorrentes intensificam os últimos actos de propaganda na capital e nos distritos do país antes do período de reflexão deste sábado.
Partidos com assento parlamentar, como a Acção Democrática Independente (ADI) e o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), além de oposições como o Movimento Basta, concentram comícios na zona de Água Grande.
Missões internacionais de observação, incluindo equipas da União Europeia e da CPLP, acompanham de perto o pleito que renovará os 55 assentos do parlamento local.
Uma corrida eleitoral mais discreta
O ambiente nas ruas difere de anos anteriores, com menor presença de cartazes e decorações partidárias. Os candidatos apostam em comícios itinerantes e encontros directos com os eleitores nas comunidades.
Artistas locais contratados para animar comícios relatam que a movimentação serve sobretudo como fonte de rendimento temporário num cenário de dificuldades económicas generalizadas.
Insatisfação com os dirigentes
A população manifesta forte descontentamento com a classe política, apontando falhas graves nos serviços públicos, falta de emprego e alto custo de vida.
Este ceticismo generalizado ameaça repercutir-se nos níveis de participação, repetindo o desinteresse registado nas urnas durante as eleições presidenciais de julho.
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