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Estudantes em Alagoas transformam problemas cotidianos em pesquisas científicas para solucionar dificuldades reais que afetam suas comunidades. Alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da educação básica investigam alternativas que vão muito além dos conteúdos tradicionais abordados em sala de aula.

Em Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió, a escassez de água comprometeu o funcionamento das atividades escolares. O problema motivou a criação do projeto de dessalinização coordenado pela professora Regina Acácia.

A iniciativa desenvolve um sistema portátil com materiais filtrantes e membrana semipermeável para reduzir a concentração de sais. O objetivo é purificar água salobra para uso humano, expandindo a tecnologia para regiões carentes.

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Em Branquinha, na Zona da Mata alagoana, a ciência ganhou foco antirracista. Na Escola Municipal Diógenes Batista, alunos da EJA integraram arte e memória cultural no projeto “Território: Cultura, Arte e Antirracismo”.

A artesã Mestra Dona Irinéia serviu como principal referência para as discussões sobre a presença negra na arte. Os estudantes confeccionaram miniaturas inspiradas em suas obras para valorizar os saberes tradicionais.

Já nas praias alagoanas, uma dúvida sobre materiais acumulados na areia deu origem ao projeto “Alga Não É Lixo”. Estudantes de Ciências Biológicas passaram a investigar o papel ecológico do sargaço nos ecossistemas marinhos.

Os três projetos serão apresentados na 23ª Semana Institucional de Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Educação Básica (Sinpete), no Campus A.C. Simões da Ufal em Maceió.

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FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade