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A potência da arte negra ganha o palco na Mostra do Impossível. Neste sábado (31), a partir das 14h, alunos da EPA – Escola Preta de Arte apresentam ao público os processos criativos desenvolvidos ao longo de três meses de formação no Quilombo Cultural Terreiro Contemporâneo, localizado no Centro do Rio de Janeiro. A iniciativa marca o encerramento do segundo ciclo da escola, um projeto idealizado pela Confraria do Impossível que oferece o único ensino presencial de artes cênicas afro-referenciadas do país.
Durante o evento gratuito, o público poderá conferir cenas curtas, apresentações cênicas e leituras dramatizadas de textos elaborados pelos próprios estudantes. De acordo com ALemos, idealizador e coordenador pedagógico da EPA, a proposta é exibir experimentações em construção que revelam pesquisas profundas. A programação inclui elementos como som, luz e a interação direta com a plateia, valorizando a troca de saberes e o desenvolvimento de novas perspectivas estéticas.
Formação e diversidade nas artes cênicas
Ao todo, cerca de 100 alunos participaram das oito formações gratuitas disponibilizadas pelo projeto. As oficinas abrangeram diferentes linguagens e abordagens teóricas e práticas, fundamentais para a descolonização do pensamento artístico:
- Teatro Ancestral, com Cátia Costa
- Dramaturgia Preta Contemporânea, com Tati Villela e ALemos
- Teatro Negro Físico, com Rei Black
- História do Teatro Negro Brasileiro, com Thaís Nascimento
- Teatro Afrofuturista, com ALemos e Wayne Marinho
- Canto Cênico, com Nívea Magno
- Direção Afro-Referenciada, com Renata Tavares
A escola reúne desde iniciantes até profissionais experientes, criando um ambiente fértil de troca de conhecimentos. O objetivo principal vai além do encerramento letivo: a Mostra busca ampliar a visibilidade dos participantes e incentivar a continuidade de suas pesquisas no mercado cultural.
O papel transformador da confraria do impossível
Criada pela Confraria do Impossível em parceria com o Terreiro Contemporâneo, a EPA preenche uma lacuna ao democratizar o acesso a metodologias afrocentradas, tradicionalmente ausentes nos espaços convencionais de ensino. A Confraria, reconhecida como empresa de arte negra e coletivo artístico independente, atua fortemente na reeducação antirracista e na naturalização da cultura no cotidiano.
Além de manter a escola, o grupo administra o Terreiro Contemporâneo, espaço premiado nacionalmente que acolhe coletivos negros e periféricos, funcionando como um verdadeiro quilombo urbano de resistência e valorização cultural.
Serviço e programação
O evento é aberto ao público e acontece no dia 31 de outubro de 2026, a partir das 14h, sem necessidade de retirada prévia de ingressos. A programação detalhada distribui as apresentações por diferentes espaços do centro cultural, contemplando todas as oficinas do ciclo.
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