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O Festival Literário das Periferias de Recife (Fliperifa) continua homenageando mulheres negras de diversas gerações, em vida. As homenageadas da 2ª edição são as artistas Maria Cristina Tavares (mais conhecida como Maria Livreira), do bairro do Ibura (Zona Sul recifense), e Joy Thamires, que mora no bairro do Coque (Zona Norte do Recife). Ambas fazem arte autoral independente.
Conheça @fliperifape
Conheça @marialivreira
Conheça @joythamires_
Com o objetivo de fortalecer e valorizar as pessoas das periferias recifenses, o tema deste ano é “Leia a Rua”. O festival é realizado gratuitamente nos dias 8 de junho (local: “Afetoteca”, bairro de Roda de Fogo, Zona Oeste), 15/06 (“Cores do Amanhã”, bairro do Totó, Zona Sul), e 19/06 (“Ladobeco”, bairro do Arruda, Zona Norte). Todos os encontros ocorrem a partir das 14h, seguindo até o turno da noite. O Fliperifa tem incentivo público, com financiamento pelo Edital Multilinguagem - Lei Aldir Blanc Recife (PNAB), via Governo Federal, Fundação de Cultura Cidade do Recife, Secretaria de Cultura e Prefeitura do Recife.
Maria Cristina (1966) é a criadora da livraria independente “Maria Livreira" (virtual e itinerante, com foco na literatura negra e indígena infantojuvenil que atua na perspectiva de uma educação antirracista e para as Relações Étnicorraciais). A pernambucana é pedagoga pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), mestra em Educação, professora, educadora social, livreira, afroempreendedora e mãe, além de autora dos livros: “Cordel Rainha Tereza de Benguela” (2020); "No Quintal da Tia Maria" (2021 - 1° edição- selo editorial livro Rápido, com 2ª edição publicada em 2023, pelo selo Mirada Janela); “E o conto ‘Vida’” (2023), publicado na revista digital Laudelinas; “Cordel África, um Continente" (2024 - selo editorial: Mirada Janela).
“Maria Cristina transforma quintal em biblioteca, palavra em afeto e conhecimento em revolução. Uma mulher que faz da literatura uma forma de libertação coletiva. Maria Livreira é uma livraria virtual e itinerante que espalha literatura negra e indígena infantojuvenil por onde passa, semeando uma educação antirracista e afetiva desde a infância”, destaca o festival.
livreira e afroempreendedora
Foto: Thays Medusa
Joy Thamires (1993) nasceu em São Paulo. Ela mora no Recife há mais de dez anos. Poetisa com atuação em saraus, encontros, oficinas e atividades artístico-culturais, também atua como educadora social, redutora de danos e ativista das causas LGBTQI+ e negras e produtora cultural. De 2018 a 2023, lançou os livros “Fiz da Minha Senzala Poesia” (2018); “Terra Negra” (2019); “Que afeto te afeta?” (2021); “Pipoca” (2021); “Te recito” (2022); “Teu gosto proibido” (2023).
“A voz de Joy pulsa em saraus, encontros e ruas. Ela faz arte entre o corpo, o território e o verbo. Entre as páginas e os palcos, planta sementes de liberdade e transforma vivência em literatura viva. É sobre fazer da palavra um jardim e do corpo um manifesto”, acrescenta o festival.
produtora cultural e defensora das causas negras e LGBTQI+
Foto: Thays Medusa
O Fliperifa também tem a poeta e escritora pernambucana Bell Puã novamente como curadora. Pernambucana do Recife, ela é autora de três livros, cantora autoral, compositora e cria do movimento Slam das Minas PE. Já Palas Camila — pedagoga, educadora social e produtora cultural pernambucana — assina a idealização e a coordenação geral.
cantora autoral e compositora
Foto: Thays Medusa
Na edição de estreia, em 2024, as homenagens foram para duas mulheres negras e escritoras periféricas: Inaldete Pinheiro (nascida em 1946), escritora, enfermeira sanitarista, fundadora do Movimento Negro no Recife, ativista do combate ao racismo, ensaísta e vigilante dos direitos humanos incluindo a justiça ambiental; e Odailta Alves, de 1979, arte-educadora, atriz e ativista dos Direitos Humanos, com ênfase em práticas antirracistas.
Inaldete Pinheiro vive em Pernambuco há mais de cinco décadas. Sua arte tem contribuído para a constituição de uma bibliografia voltada para o ensino da História e das culturas africana e afro-brasileira, que estão nas manifestações pernambucanas e nordestinas. Entre suas publicações literárias estão “Maracatu de Real Realeza”, “Escritos das Escravidões” e “Uma Aventura do Velho Baobá”, todas de 2021.
Odailta Alves, do bairro de Santo Amaro (Recife/PE), é vencedora nacional dos concursos de poesia “Da Casa de Espanha” (2016) e do “Elas por Elas” (2019). Em 2022, ganhou o prêmio Pernalonga de Teatro de PE, com o seu monólogo Clamor Negro. Ela tem oito livros publicados, entre eles "Clamor Negro” (2016), “Letras Pretas” (2019) e “Afrochego: poemas para acalentar meu povo” (2023).
Programação
Todas as atividades deste festival de arte, educação e literatura foram pensadas especialmente para a criançada das comunidades, com espaço infantil garantido para os três encontros. Algumas ações dispõem de acessibilidade comunicacional (intérprete de libras em um dos dias). Tem oficinas, rodas de conversa, feira de livros, atrações culturais e recital de poesia com o Slam das Minas PE, sempre concluindo a movimentação de cada dia.
A inscrição é necessária para participar das oficinas (inscreva-se - INSERIR LINK), com direito a emissão de certificado. As vagas são para o público em geral, com prioridade para pessoas das comunidades, negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e mulheres. 30% das vagas ficam para a população que movimenta diariamente a área da educação pública. Também é possível, via formulário de inscrição (bit.ly/4kmeVBC), a participação no festival como expositor e expositora. A exposição, venda ou troca de livros fica sob responsabilidade da própria pessoa.
2º Festival Literário das Periferias do Recife (Fliperifa) - “Leia a Rua”
Confira a programação gratuita
08/06 (domingo) - Local: “Afetoteca (Avenida Bicentenário da Revolução Francesa, nº 74, bairro de Roda de Fogo)
14h - Mesa 1 - “Literatura oral: poesia falada e a contação de histórias”, com Libélula, Jessicalen e Kemla Baptista;
16h - Oficina de produção de zine, com BiciCastelo;
18h - Recital de poesia, com Slam das Minas PE;
15/06 (domingo) - Local: “Cores do Amanhã” (Avenida Garota de Ipanema, nº 02 - bairro do Totó)
14h - Mesa 2 - “Mercado literário: publicação e captação de recursos”, com Luciene Nascimento, Cássio Loko e Pato;
16h - Oficina: "Ancestralidade guiando nossos versos", com Joaninha Poeta
18h - Recital de poesia, com Slam das Minas PE;
19/06 (quinta-feira) - “Ladobeco” (Avenida Professor José dos Anjos, nº 121, bairro do Arruda)
14h - Mesa 3 - “Estratégias de divulgação: literatura e redes sociais”, com Ester Dsan, Arteiro Poeta e Larissa Calado;
16h - Oficina: "Vivências de mapas afetivos e poesia", com Cris Venceslau
18h - Recital de poesia, com Slam das Minas PE;
19h30 - Culminância: espaço aberto para participação; Coletivo Família Malanarquista; Coco de Água Doce; Okado do Canal.
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
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