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Na periferia, o cabelo é mais do que estética, é identidade, história e afirmação. Para muitos jovens, a forma como usam os fios vai além da vaidade: representa resistência, ancestralidade e autoconfiança. Artistas como FP do Trem Bala são exemplos de como o cabelo pode ser um símbolo de empoderamento. Com tranças, cortes estilizados e black power, ele reflete uma geração que abraça sua origem e desafia estereótipos.
"A gente cresceu ouvindo que o cabelo deveria ser dominado, que o liso era o certo. Mas, na real, nosso cabelo é liberdade, é quem a gente é sem precisar mudar pra agradar ninguém."
Na quebrada, o cabelo também é um meio de expressão. Os cortes detalhados, os dreads, os trançados e até as nuances vibrantes são formas de comunicar pertencimento e personalidade. Não é só um estilo, é uma mensagem: de que somos múltiplos, criativos e donos da nossa própria estética.
"Quando a gente assume nosso cabelo do jeito que ele é, a gente se assume por inteiro. E isso tem um peso enorme pra quem cresceu sem se ver representado”, afirma FP do Trem Bala.
Em um mundo que ainda insiste em ditar padrões, a periferia segue fazendo do cabelo um grito de resistência. Afinal, identidade e autoestima andam juntas. Antes de estourar nas paradas, FP precisou abrir seu próprio caminho – e como todo jovem preto da periferia, isso nunca foi fácil. Natural de Ilhéus, Bahia , ele se tornou um dos artistas mais versáteis da música brasileira.
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