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O fenómeno climático El Niño pode gerar consequências muito duradouras para a população de Moçambique, apontado pelas Nações Unidas como um dos países mais vulneráveis a catástrofes ambientais.
A Organização Meteorológica Mundial alerta para a forte intensidade do evento este ano, que trará repercussões severas em toda a região da África Austral.
Segundo o investigador Bernardino Nhantumbo, do Instituto Nacional de Meteorologia, o impacto varia consoante a geografia.
As regiões Centro e Sul enfrentarão chuvas abaixo do normal, enquanto o Norte registará precipitação excessiva.
A vulnerabilidade do território moçambicano agrava-se devido a dois fatores principais.
Primeiro, nove rios internacionais atravessam o país em direção ao oceano, elevando o risco de cheias.
Segundo, a localização na rota dos ciclones tropicais coloca a nação em permanente alerta.
O aquecimento do Canal de Moçambique devolve energia aos temporais que sobrevivem à travessia por Madagáscar.
Para mitigar estes riscos, torna-se essencial um sistema eficaz de aviso prévio.
As autoridades apostam em recomendações coordenadas para a agricultura e para o setor da saúde.
O Governo já desenhou um plano de resposta orçamentado em cerca de 400 milhões de dólares para combater a seca em 30 distritos afetados.
A recuperação da segurança alimentar poderá demorar anos, exigindo um planeamento estratégico de longo prazo.
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