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A intolerância religiosa e a baixa representatividade deixam os eleitores de religiões de matriz africana invisíveis nas campanhas de 2026, apontam praticantes e especialistas.
Dados do IBGE mostram que o número de seguidores dessas fés triplicou entre 2010 e 2022, atingindo 1,8 milhão de brasileiros.
Apesar do crescimento, as campanhas políticas ignoram esse eleitorado, diferentemente do foco dado aos grupos cristãos.
Especialistas atribuem esse cenário ao preconceito histórico contra os cultos aos orixás.
"É muito difícil a gente, que é de religião de matriz africana, se ver representado", afirma a advogada e umbandista Lívia dos Santos.
Para o segmento, combater a discriminação é essencial para a democracia. O Código Penal pune a intolerância religiosa com penas de um a três anos.
O pesquisador Leonardo Vieira, da UFF, destaca que os povos de terreiro enfrentam o preconceito de nichos políticos que os tratam como inferiores.
Organização política e desafios
A visão de que os terreiros não se organizam politicamente é equivocada. Essa articulação ocorre na rotina comunitária e coletiva.
No entanto, assumir-se praticante ainda envolve riscos devido à violência e ao preconceito ainda presentes no país.
Canais de denúncia
O Disque 100 registrou 2.774 denúncias de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.
O serviço funciona 24 horas por dia, de forma gratuita, para encaminhar violações aos órgãos competentes.
Link deste artigo: https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-21/eleitores-de-religioes-afro-se-sentem-invisiveis-nas-campanhas.html
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