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Sexta-feira, 02 de Janeiro 2026

Notícias/ANCESTRALIDADE

Maranhão se despede de Mãe Elzita, ícone do Tambor de Mina

Maranhão se despede de Mãe Elzita, ícone do Tambor de Mina
Morre Mãe Elzita, última matriarca do Tambor de Mina no Maranhão, aos 91 anos — Foto: Arquivo Pessoal
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Maranhão Se Despede De Mãe Elzita, Ícone Do Tambor De Mina E Guardiã Da Ancestralidade

O estado do Maranhão perdeu uma de suas vozes mais potentes na preservação das tradições de matriz africana. Elzita Vieira Martins Coelho, carinhosamente conhecida como Mãe Elzita, faleceu aos 91 anos de idade. O sepultamento da liderança religiosa foi realizado na quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, em São Luís. A ialorixá partiu no dia 24 de dezembro, deixando um legado de resistência e espiritualidade que fundamentou o Tambor de Mina na região.

Fundadora e dirigente do Terreiro Fé em Deus, estabelecido em 1968 no bairro do Sacavém, Mãe Elzita dedicou mais de cinco décadas à manutenção de ritos tradicionais. Sua prática religiosa tinha como base o culto a voduns, orixás e encantados, elementos centrais do Tambor de Mina maranhense. Nascida em 16 de janeiro de 1934, ela iniciou sua jornada espiritual no Terreiro Nanã Borokô, sob a orientação de sua mãe-de-santo, Dona Denira.

Expansão Do Tambor De Mina E Defesa Da Fé

A atuação de Mãe Elzita ultrapassou as fronteiras de São Luís, influenciando a expansão do Tambor de Mina para estados como Pará e Amazonas, além de centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. Como defensora da identidade cultural negra, ela trabalhou para assegurar que as religiões afro-brasileiras mantivessem seu espaço de respeito e visibilidade contra a intolerância. Sua liderança no Sacavém foi um marco de acolhimento e fortalecimento para a comunidade local e para o povo de santo de todo o país.

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A causa do falecimento da ialorixá não foi divulgada oficialmente pela família. No entanto, o impacto de sua partida é sentido por diversas gerações de fiéis que veem em sua trajetória um exemplo de compromisso com a ancestralidade. A preservação dos saberes tradicionais, do preparo dos alimentos sagrados e da transmissão oral dos ritos permanece como a principal herança deixada por Mãe Elzita para a cultura do Maranhão e do Brasil.

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