Comida De Terreiro É Reconhecida Em Prêmio Por Seu Valor Cultural E De Resistência Em Brasília

Pelo menos 45 comunidades de matriz africana de todo o país participam do 1º Prêmio “Sabores e Saberes: Comida de Terreiro”, que acontece na próxima quarta-feira, 17 de dezembro de 2025. O evento, realizado na Casa Niemeyer, em Brasília (DF), é uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e a Universidade de Brasília (UnB), visando garantir visibilidade e fortalecer a gastronomia afro-brasileira. O público poderá acompanhar o evento, que é aberto.

Os organizadores do prêmio buscam promover o reconhecimento das práticas culinárias de terreiro, valorizando suas profundas raízes culturais e espirituais. O presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues, defendeu que essa culinária deve ser vista como um elemento de resistência religiosa. “Cada prato tem um significado profundo e uma conexão com os orixás, sendo considerada uma refeição tanto para o corpo quanto para a alma”, destacou em nota. As 45 entidades participantes foram selecionadas por meio de um edital público.

Fundação Palmares Lança o I Prêmio “Sabores e Saberes: Comida de Terreiro”, em Brasília. Foto: Fundação Palmares/Divulgação
Fundação Palmares Lança o I Prêmio “Sabores e Saberes: Comida de Terreiro”, em Brasília. Foto: Fundação Palmares/Divulgação

Economia, Emprego E Patrimônio Cultural

Além do reconhecimento, cada comunidade selecionada receberá um prêmio de R$ 13 mil, juntamente com kits de cozinha industrial contendo nove itens essenciais, como freezer, fogão, bancada de inox e processador. A iniciativa não se limita à celebração cultural, mas visa promover a geração de empregos e renda, fortalecendo a economia criativa e a segurança alimentar.

Publicidade

Leia Também:

A coordenadora de projetos da Fundação Palmares, Cida Santos, explicou que o prêmio ajuda a divulgar as histórias e receitas dessas comunidades, valorizando o legado da cultura afro-brasileira. A diretora de Políticas Públicas do MIR, Luzineide Borges, complementou que a gastronomia mantém vivas as práticas de cultivo, preparo e partilha de alimentos, atravessando gerações e defendendo o patrimônio cultural. Representante de uma das comunidades participantes de Santa Catarina, Isabel Cristina Ribeiro Rosa afirmou que a cozinha é o “coração da casa” que alimenta toda a comunidade.

FONTE/CRÉDITOS: Fonte Agência Brasil