No próximo sábado, 25 de julho, o Movimento de mulheres negras da Bahia promove a Marcha das Mulheres Negras da Bahia por reparação e Bem Viver. A concentração está marcada para as 8h, na Praça da Piedade, com caminhada em direção ao Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador.

Organização e perfis previstos

A mobilização integra a agenda coletiva da Julho das Pretas em sua 14ª edição e reunirá lideranças comunitárias, meninas e adolescentes, estudantes, professoras, mulheres quilombolas, mulheres de terreiro, juventudes, ativistas e movimentos sociais de Salvador e de diferentes territórios da Bahia.

Criada pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, a iniciativa volta a ocupar as ruas com objetivos políticos expressos no tema da edição: “Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver”.

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Relação com a marcha nacional e alcance transnacional

Este é o primeiro ato na Bahia após a Marcha Global das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, realizada em novembro de 2025, em Brasília, que reuniu cerca de 300 mil mulheres de todos os estados brasileiros e de mais de 40 países.

Organizadoras destacam que a ação local busca fortalecer o pós-marcha, mantendo a mobilização viva nos territórios, nas comunidades e nas ruas, e reafirmar a centralidade das pautas de reparação, justiça racial e Bem Viver.

Agenda do Julho das Pretas e desdobramentos

Ao longo de julho, a 14ª edição do Julho das Pretas reúne uma programação com 675 atividades organizadas por 292 organizações e coletivos, distribuídas por 23 estados, o Distrito Federal e outros três países, reforçando o caráter transnacional da mobilização.

Em declarações às organizadoras, a coordenadora executiva do Odara afirma que a marcha funciona como um chamado permanente às mulheres negras para fortalecer o Pacto do Bem Viver e que ocupar as ruas mantém viva a voz das meninas e mulheres negras. Uma ativista do Grupo de Mulheres do Alto das Pombas (GRUMAP) reforça que seguir em marcha significa reafirmar a construção coletiva de um novo projeto de sociedade, com foco na reparação, educação e empoderamento econômico.

O Julho das Pretas, idealizado pelo Odara em 2013, é apresentado pelas organizadoras como uma ação de incidência política voltada ao fortalecimento da ação política autônoma das mulheres negras e à ampliação do debate público sobre raça, gênero, democracia, justiça e direitos humanos.

Foto: Geledés Instituto da Mulher Negra