“Luanda Ruanda - Histórias Africanas” conquista espaço nacional neste mês de setembro, chegando ao estado do Rio de Janeiro pela primeira vez desde a criação da obra, que existe há 13 anos. Com origem no município de Garanhuns (Agreste de Pernambuco), o espetáculo autoral leva para a região Sudeste uma temporada com dez apresentações — contempladas no Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar —, ocorrendo de 03/09 a 13/09, por diferentes territórios da própria capital, da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana. Com entrada gratuita para todas as sessões, a classificação indicativa é livre. 

A circulação do espetáculo, que une teatro, contação de histórias, memória, ancestralidade, literatura, música ao vivo, performance, poesia e oralidade (palavra e narração oral), tem a seguinte rota: Ramos, Madureira, Tijuca, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Duque de Caxias, Niterói, São Gonçalo, Cocotá e Barra Mansa. Os encontros acontecem justamente em diversas unidades do Sesc Rio, celebrando a presença de novos públicos e incentivando o acesso às artes cênicas.  

“Luanda Ruanda - Histórias Africanas” é uma obra da autoria de Stephany Metódio, em parceria com Revoredo e Nino Alves, formando um trio de artistas de naturalidade pernambucana, exatamente de Garanhuns. Ou seja, a ideia surge e é feita coletivamente. Além de atriz, Stephany atua como narradora (contadora de histórias) e pesquisadora. Já o músico, compositor e cantor Revoredo assina a direção musical e toca violão, enquanto o musicista Nino assume as percussões e efeitos da trilha sonora reproduzida ao vivo. A existência do espetáculo contribui para o compartilhamento da arte, cultura e educação a partir da identidade racial, tradições populares, raízes afro-brasileiras e matrizes africanas.  

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“Histórias, cantos, ritmos, palavras e sonoridades se encontram para apresentar ao público narrativas que caminham por diversos imaginários do continente africano e de sua diáspora. Mais do que contar histórias, ‘Luanda Ruanda - Histórias Africanas’ é uma experiência de brincadeira, ritual, escuta e encontro, reconhecendo a oralidade como espaço de saber (tradição oral), conhecimento, memória, compartilhamento e continuidade”, destaca Stephany Metódio.  

A temporada no Rio de Janeiro também representa um movimento simbólico para o grupo, sobretudo por sua territorialidade agrestina. A primeira apresentação acontece em Ramos (Zona Norte do RJ), dia 03 de setembro (quinta-feira), e segue essa sequência: Madureira (04/09 - sexta-feira), Tijuca (05/09 - sábado), ambos na Zona Norte do RJ, e Nova Iguaçu (06/09 - domingo), na Região Metropolitana (Baixada Fluminense). Após uma pausa, a circulação é retomada no dia 8 de setembro (terça-feira), em São João de Meriti (Baixada Fluminense), e continua seguidamente: Duque de Caxias (09/09 - quarta-feira), que fica na Baixada Fluminense, Niterói (10/09 - quinta-feira), na Região Metropolitana, São Gonçalo (11/09 - sexta-feira), Cocotá (12/09 - sábado), ambos na Zona Norte, e Barra Mansa (13/09 - domingo), que pertence à Região Imediata de Volta Redonda. Ao todo, são dez unidades do Sesc Rio, transformando cada sessão num encontro pela capital e por municípios fluminenses.

“É importante dizer que uma criação nascida no interior de Pernambuco está percorrendo o país e ocupando diferentes territórios com uma dramaturgia (texto) construída por meio da palavra falada, da musicalidade e das raízes africanas. Ao longo de mais de uma década de trajetória, a obra vem sendo ponte entre as tradições da oralidade amefricana e afro-brasileira, a música, a infância e a cena artística. A cada apresentação, a palavra se torna ponte: entre África e Brasil, passado e presente, infância e ancestralidade, quem conta e quem escuta”, reforça Stephany. 

A apresentação reúne contextos históricos e perspectivas lúdica, afetiva, musical, visual, afrocentrada e antirracista, com diversão e uma diversidade de imaginários. Sua realização fortalece a prática ancestral da tradição oral para as infâncias, a identidade negra e o enfrentamento ao racismo. 

“O espetáculo traz temas como ancestralidade e reconhecimento da identidade, buscando apresentar ao público jovem uma compreensão mais profunda sobre a memória cultural africana e seu impacto no Brasil. ‘Luanda Ruanda - Histórias Africanas’ está em continuidade justamente por entender a tradição não como algo parado no passado, mas como conhecimento que se transforma cada vez que uma história encontra novos ouvidos”, declara.  

A música pernambucana tocada ao vivo também está na essência do espetáculo. Para as apresentações no Rio de Janeiro, o músico e artista pernambucano Valdemar Neto, do município de Caruaru (Agreste), assume a percussão, substituindo Nino Alves pontualmente. “As sonoridades, ritmos e arranjos musicais dialogam diretamente com as narrações realizadas por Stephany Metódio, fazendo com que musicalidade e palavra componham um mesmo texto”, pontua Revoredo. 

Vale reforçar que toda a circulação é fruto da aprovação no Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, com o objetivo de estimular a produção artística e ampliar o acesso à cultura. 

“Luanda Ruanda - Histórias Africanas” já fez apresentações nas escolas, comunidades, festivais, aldeias, territórios quilombolas, espaços públicos, educativos e artístico-culturais, dialogando especialmente com crianças, jovens, educadores e famílias. A obra colabora diretamente para a educação justamente por ter como base uma formação comprometida com a pauta antirracista e de valorização das culturas africanas e afro-brasileiras. Inclusive, o espetáculo recebeu reconhecimento no Prêmio Pernalonga de Teatro 2024, na categoria dedicada às infâncias. Essa conquista reforça as criações do Agreste do estado e o diálogo com diversas comunidades e públicos. 

Nordeste

Na região Nordeste, o espetáculo foi apresentado nas cidades de Fortaleza (capital do estado do Ceará), Sousa (interior do estado da Paraíba) e Juazeiro do Norte (interior do Ceará). A circulação ocorreu pelo Edital Cultural do Banco do Nordeste (BNB Nordeste), no ano de 2024.   

De Garanhuns para o mundo

A obra leva consigo paisagens, vivências e referências pensadas a partir do território de Garanhuns, terra de quilombos, e do Agreste de Pernambuco. Ao mesmo tempo, faz diálogos com saberes, narrativas e fatos que ultrapassam fronteiras geográficas.


Espetáculo “Luanda Ruanda – Histórias Africanas” (classificação indicativa livre) - circulação Sesc Pulsar 2026 – Rio de Janeiro 

03/09 (quinta-feira) – Sesc Ramos 

04/09 (sexta-feira) – Sesc Madureira 

05/09 (sábado) – Sesc Tijuca 

06/09 (domingo) – Sesc Nova Iguaçu 

08/09 (terça-feira) – Sesc São João de Meriti 

09/09 (quarta-feira) – Sesc Duque de Caxias 

10/09 (quinta-feira) – Sesc Niterói 

11/09 (sexta-feira) – Sesc São Gonçalo 

12/09 (sábado) – Sesc Cocotá 

13/09 (domingo) – Sesc Barra Mansa 


Ficha técnica da circulação no Rio de Janeiro

Criação e narração: Stephany Metódio 

Direção musical: Revoredo 

Percussão: Valdemar Neto