Por Nívia Passos (@niviapassos)

O problema é que, ainda que amasse o rock, Taya, assim como outras mulheres negras, não era tão aceita assim na tribo: "Foi um caminho solitário. Eu realmente tive que me embranquecer muito para ser aceita e sentir que pertencia àquele meio", conta em entrevista. Assim, em sua trajetória de artista, o funk e o rap - influências que também traz do lugar em que nasceu e da família - prevaleceram. No entanto, alguns anos depois de seu primeiro single, "Preta Patrícia", ela celebraria o fato de subir ao palco tocando o mesmo baixo que comprou aos 12 anos. "Passou um filme na minha cabeça. Parece que tudo havia me preparado para aquele momento", entrega.

 

 

Multiartista, Taya é MC, funkeira, rapper, comunicadora e une a música com a moda para falar sobre estética negra e desafiar os padrões impostos pela sociedade atual. Não por acaso, ela é uma das principais representantes do movimento conhecido como "Afropaty", que tem o objetivo de empoderar a mulher negra e ressaltar características que foram marginalizadas por muitos anos - como é o caso do cabelo crespo. Mas, ainda que a estética seja a parte mais lembrada ao falar sobre o assunto, a carioca não deixa de ressaltar que não se trata apenas disso: "não é só sobre lace e unhas alongadas. Penso que é toda mulher negra que se empodera além da estética; financeiramente e intelectualmente também", explica.

Em entrevista à Glamour, a carioca fala sobre sua trajetória na música, o lançamento de seu primeiro EP - Betty -, representatividade, estética e ainda faz uma reflexão sobre o cenário atual para mulheres negras: "Já fui chamada de metida, forçada, enjoada e todos esses adjetivos

FONTE/CRÉDITOS: Glamour