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O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, apelou neste domingo à união, reconciliação nacional e preservação da estabilidade, durante as comemorações dos 34 anos do acordo de paz de Roma, pacto que encerrou um conflito civil de 16 anos no país africano.
A celebração ocorreu na Praça dos Heróis, situada na cidade de Xai-Xai, na província de Gaza. Na ocasião, o governante reforçou a importância de proteger a paz conquistada e alertou para os perigos representados pela corrupção e pelo tráfico de drogas.
“Continuaremos firmes no combate ao terrorismo, ao extremismo violento, ao crime transnacional e outros males que ameaçam a integridade territorial”, declarou Daniel Chapo, reiterando que a segurança da pátria é inegociável em Cabo Delgado e em qualquer outra região.
Para o chefe de Estado, a data vai além de uma simples lembrança histórica. Representa a escolha de substituir o confronto pelo diálogo e a divisão pela esperança. Na véspera, a comunidade Sant’Egidio também reforçou a importância do entendimento político.
O acordo de paz de Roma foi assinado em 4 de outubro de 1992 pelo então presidente Joaquim Chissano, representando a Frelimo, e por Afonso Dhlakama, líder histórico da Renamo, encerrando oficialmente o longo conflito armado.
Anos mais tarde, novos entendimentos foram firmados para consolidar a estabilidade, incluindo o Acordo de Cessação das Hostilidades Militares em 2014 e o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional em 2019, este último focado na desmilitarização e reintegração da oposição.
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