Muito samba e animação, na noite de terça-feira (01), para a inauguração da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), na Travessa do Ouvidor, no Centro do Rio. A festa foi preparada pelo carnavalesco Milton Cunha e pela empreendedora Social, Celia Domingues, respectivamente presidente e vice-presidente da ABAC, para apresentar a galeria de "notórios eternos" para um grupo de personalidades e autoridades em samba e carnaval. 

Claudia Alexandre e Milton Cunha

A instituição, que funcionará ao modelo da Academia Brasileira de Letras, manterá assentos vitalícios, para pelo menos 200 notáveis de todo o Brasil, unindo saberes de várias capitais e valorizando ainda mais o legado e as expressões do maior patrimônio afro-brasileiro de cada canto do nosso país. As paredes da ABAC já estão com mais de 100 fotos de figuras ilustres, muitas delas presentes ao evento como Mestre Dionísio, Maria Augusta, Carlinhos Café, Carlinhos de Jesus, Pablo Guerreiro, Leonardo Bruno, Orádia Pòrciúncula, Aydano André, Rangel Andrade, Gui Alves e Kellymar de Jesus Ferreira.  De São Paulo foram indicados quatro sambistas notáveis: a jornalista e pesquisadora, Claudia Alexandre; o pesquisador e influenciador Odirley Isidoro; o embaixador do samba e Velha-guarda do Vai-Vai, Fernando Penteado e a presidente da Escola de Samba Mocidade Alegre, Solange Bichara.

Embaixador do Samba Paulista, Fernando Penteado

 

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O presidente da ABAC, Milton Cunha, foi o grande mestre de cerimônias da noite.  "A gente já convidou 120 notórios saber, eles estão na parede, eles estão aqui. E aí a gente vai chegar a duzentos. Todos os carnavais do brasil, blocos, coretos, bailes, escolas de samba vão estar tudo juntos. É o saber carnavalesco de todo o brasil", disse Milton Cunha. A carnavalesca Maria Augusta, destacou a importância da diversidade de saberes na instituição. "A origem das escolas é das comunidades originárias negras. Então uma academia que reconhece isso, que traz, eu estou vendo vários compositores das escolas , vários carnavalescos que não tem academia, que não tem a formação oficial, é vital isso, o respeito ao saber popular, é isso que eu acho fundamental", disse Maria.

 

Sede da ABAC no Centro do Rio


A carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu aos 77 anos em julho, foi celebrada e é uma das imortais do samba reverenciada pela ABAC.

FONTE/CRÉDITOS: Claudia Alexandre