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O movimento cultural Primavera de Coros transformou o cancioneiro tradicional português em voz de resistência nos protestos pelo direito à habitação em Portugal. Presente em mobilizações no Porto, em Lisboa e na escadaria da Assembleia da República, o grupo reúne diariamente manifestantes para cantar em prol de moradia acessível.

Fundado por Matilde Simões durante as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, em 2025, o projeto organiza coros populares em espaços públicos. Segundo Joana Alves Pereira, uma das regentes do coletivo, a iniciativa resgata a ideia de que a música funciona como uma ferramenta de união, conscientização e ativismo social.

Resistência cultural e ensaios abertos nas praças

O repertório abrange temas de intervenção histórica, como a canção "Grândola Vila Morena", além de adaptações do folclore nacional, a exemplo da faixa "Labuta". As apresentações buscam confrontar o silêncio institucional diante das reivindicações populares, acompanhadas por palavras de ordem em defesa da democracia.

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Na Praça do Rossio, em Lisboa, a regente Sara Mercier conduz ensaios abertos utilizando megafone e adufe para integrar transeuntes. O movimento assumiu um perfil intergeracional, reunindo famílias, jovens e idosos na defesa do acesso à moradia como direito fundamental.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade