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DA VIOLÊNCIA: FANON Estreia Com Temporada Gratuita Em São Paulo, Celebrando O Centenário De Frantz Fanon
Inspirado na obra do pensador martinicano Frantz Fanon (1925-1961), a Taanteatro Companhia apresenta ao público sua nova criação, o espetáculo teatro-coreográfico DA VIOLÊNCIA: FANON. A estreia acontece com temporada gratuita de **10 a 25 de outubro**, sexta-feira e sábado, às 19h, no Centro Cultural Vila Itororó, em **São Paulo**.
A temporada na capital paulista segue com sessões no Teatro Arthur Azevedo (30 de outubro a 2 de novembro) e no Teatro Alfredo Mesquita (27 a 30 de novembro).
Com dramaturgia e direção de Wolfgang Pannek, DA VIOLÊNCIA: FANON marca a estreia no Brasil do bailarino moçambicano Mabalane Jorge Ndlozy, que assina a coreografia e está em cena ao lado de Mônica Bernardes, Gustavo Braunstein, Angela Mendes, Triz Cristinni e Thaíse Reis.
O projeto foi contemplado pela 36ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo e celebra o centenário de nascimento do autor de clássicos como Pele Negra, Máscaras Brancas e Os Condenados da Terra, reconhecido mundialmente por sua crítica ao racismo, ao colonialismo e às formas de alienação social.
Cerimônia Coreográfica Audiovisual: Passado E Presente Em Diálogo
O espetáculo se apresenta como uma “Cerimônia Coreográfica Audiovisual”, conceito que estrutura tanto o processo criativo quanto a experiência do público. Conduzido por MC Fanon (alter ego ficcional do pensador), o espetáculo se desdobra em sete momentos.
Para Wolfgang Pannek, o resultado é uma experiência poética e política, que aproxima passado e presente em diálogo crítico com Fanon. O arco da dramaturgia se estende do Código Negro de 1685, que definiu a escravidão nas Antilhas, passando pelo engajamento anticolonial dos anos 1950/60, até os excessos de **violência policial racista da atualidade**.
Coreografia De Resistência E Danças Africanas
A estreia de Mabalane Jorge Ndlozy como coreógrafo no Brasil adiciona à Taanteatro vocabulários de danças tradicionais africanas, como o Xigubo, dança guerreira originária da província de Gaza, em Moçambique.
A coreografia explora a linguagem do taanteatro – teatro coreográfico de tensões –, investigando a **“hipertensão muscular”** que Fanon diagnostica como reação típica do corpo à violência colonial. Entre as cenas, destacam-se **Não consigo respirar**, em que o embate colonizador-colonizado ressoa na violência policial contemporânea.
A encenação conjuga música acústica com instrumentos africanos tradicionais (timbila, tambores) a música eletrônica quadrofônica, criando uma paisagem sonora. As composições dialogam com referências pré-coloniais, coloniais e anticoloniais, como afrobeat e reggae.
SERVIÇO
- Espetáculo: DA VIOLÊNCIA: FANON
- Local (Estreia Gratuita): Centro Cultural Vila Itororó (Rua Maestro Cardim, 60 – Bela Vista, São Paulo/SP)
- Datas: 10 a 25 de outubro (Sexta-feira e Sábado, às 19h)
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