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A FIFA implementou uma novidade na atual edição da Copa do Mundo, permitindo que cada uma das 48 seleções participantes escolha sua própria música oficial para celebrar os gols nos estádios. Essa iniciativa visa personalizar a experiência dos torcedores e criar uma identidade sonora única para cada nação. Exemplo disso foi a celebração da França com "One More Time", do Daft Punk, após um gol de Dembelé em Boston, reforçando a diversidade musical presente no torneio.
A variedade de escolhas reflete a riqueza cultural global, com estilos que vão do K-Pop sul-coreano à cúmbia argentina e à salsa panamenha, cada qual expressando a tradição de seu país.
A Inglaterra, por exemplo, optou por "Chase the Sun", do Planet Funk, como sua melodia oficial para os gols, talvez evitando a famosa "Satisfaction" dos Rolling Stones, em uma possível alusão à reputação de "pé frio" de Mick Jagger, apesar do apelo popular.
Já a Austrália fez uma escolha impactante ao selecionar a clássica "Thunderstruck", da icônica banda de rock AC/DC. A energia da canção é inegável, embora o número limitado de gols da seleção australiana no mundial até agora restrinja as oportunidades de ouvi-la.
A escolha colombiana e o legado de Shakira
Para a Colômbia, uma escolha óbvia seria Shakira, que marcou presença com músicas oficiais em quatro edições da Copa do Mundo, superando a representatividade de grandes nomes como James Rodríguez ou Luis Díaz.
Contudo, a Federação Colombiana de Futebol surpreendeu ao eleger "El Ritmo Que Nos Une", interpretada por Ryan Castro, uma aposta que desafia o legado da "Loba" no universo dos mundiais.
A canção brasileira e a dificuldade de engajamento
No Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apostou em um coletivo de artistas de peso – Ludmilla, João Gomes, Zeca Pagodinho, Samuel Rosa e Veigh – com produção de Papatinho, para a sua canção oficial.
Entretanto, a faixa tem gerado pouco entusiasmo. A diversidade de estilos, embora intencional, resultou em uma composição que, para muitos, carece de coesão e de um refrão marcante, essencial para a identidade musical brasileira.
Essa recepção morna contrasta com a superação de hinos antigos e menos inspiradores, como o repetitivo "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...", indicando que o público espera algo mais vibrante.
Uma sugestão para o hino do hexa: o "Sossego" de Tim Maia
Em busca de uma alternativa mais representativa e animada, surge a sugestão de "Sossego", do icônico Tim Maia. A canção, lançada em 1978, mantém-se atual e alinhada com a tradição brasileira de associar a Copa do Mundo a momentos de celebração e lazer.
A letra, com versos como "Ora bolas, não me amole / Com esse papo, de emprego / Não está vendo, não estou nessa / O que eu quero? Sossego", captura perfeitamente o espírito de feriado e alegria que envolve o país durante os jogos do Brasil.
Imaginando o técnico Carlo Ancelotti e o craque Vini Jr. celebrando um gol ao som de Tim Maia, a escolha por "Sossego" poderia ser a trilha sonora ideal para o tão esperado hexa, especialmente em jogos que permitem emendar o fim de semana.
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