Entre os dias 1º e 4 de junho de 2025, o projeto A Grande Travessia: O Retorno, o Reencontro, o Reconhecimento, a Reparação realizou uma série de atividades em Salvador, Lauro de Freitas, São Francisco do Conde e Santo Amaro da Purificação, na Bahia. A agenda reuniu representantes de universidades, lideranças religiosas, comunidades tradicionais e instituições públicas em torno das propostas de fortalecimento da memória histórica e das conexões entre Brasil e Angola.

Coordenada pelo antropólogo e professor Dagoberto José Fonseca, a iniciativa levou à Bahia integrantes das áreas de coordenação, gestão e comunicação do projeto. O objetivo foi ampliar o diálogo institucional, apresentar os avanços da proposta e construir novas parcerias voltadas à realização da travessia marítima que pretende aproximar os dois países por meio da cultura, da educação e da reparação histórica.

Instituições baianas ampliam diálogo com a Grande Travessia

A programação incluiu visitas a espaços considerados referências na preservação da história e da cultura afro-brasileira. Entre eles estiveram o Arquivo Público da Bahia, a Sociedade Protetora dos Desvalidos, a Casa de Cultura de Angola no Brasil e o Terreiro São Jorge da Goméia. A recepção ao grupo começou ainda no aeroporto da capital baiana, com apoio de docentes da UNILAB.

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Projetos de memória e inovação estiveram em pauta

Durante reunião realizada no Arquivo Público da Bahia, foram discutidas possibilidades de cooperação relacionadas à digitalização de documentos históricos sobre o período escravocrata. Também foram apresentadas propostas envolvendo o uso de tecnologias de inteligência artificial para contribuir com iniciativas de preservação e recuperação de memórias ligadas à população negra.

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Educação, cultura e ancestralidade marcaram a agenda

No Instituto Federal da Bahia (IFBA), representantes da instituição manifestaram interesse em colaborar com ações ligadas à formação profissional, incluindo a criação de cursos voltados ao turismo marítimo e à valorização da memória afro-brasileira. As discussões reforçaram o papel da educação na construção das atividades previstas pelo projeto.

Terreiros e lideranças reafirmam apoio à iniciativa

A passagem por importantes casas religiosas, entre elas os terreiros Gantois, Onin Boia e Pilão de Cobre, integrou a programação da visita. Os encontros com lideranças religiosas e representantes de órgãos públicos permitiram ampliar o diálogo sobre ancestralidade, identidade cultural e fortalecimento das comunidades afrodescendentes.

O encerramento da agenda ocorreu na Casa de Cultura de Angola no Brasil, onde representantes de diversas instituições baianas manifestaram apoio ao projeto. Na ocasião, foi entregue a Faixa da Promessa, símbolo do compromisso construído em torno da aproximação entre Brasil e Angola. O encontro reuniu manifestações culturais, religiosas e institucionais que reforçaram o propósito da Grande Travessia de promover reconexão histórica, cooperação e valorização das raízes africanas compartilhadas pelos dois países.