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"Olhe Para As Crianças De Hoje Para Saber Como Será O Amanhã", Diz Camila Santos
No mês dedicado a discutir crianças, cuidado e parentalidade, a engenheira especialista em projetos de impacto social, Camila Santos, propõe uma nova perspectiva. Para ela, a infância não deve ser subestimada, mas sim compreendida como uma "tecnologia social do presente".
Com base em sua trajetória, Camila defende que a criança não é uma promessa futura, mas uma cidadã do agora. “As crianças ensinam o que é inovação na prática e em tempo real. Elas criam redes de afeto, constroem segurança coletiva, imaginam mundos possíveis. Tudo isso com uma potência que, na cultura eurocêntrica, subestimamos”, afirma. E ainda completa: “Eu costumo dizer: quer saber como será o amanhã? Olhe para as crianças de hoje.”
Ela argumenta que, em muitas culturas, como entre povos originários, o adultocentrismo é desafiado. Crianças e adolescentes são reconhecidos como parte pensante da comunidade, e o cuidado dessas pessoas, longe de ser algo subjetivo ou secundário, é uma força estruturante da mobilidade social.
“Em comunidades vulneráveis, cuidar é uma forma de resistência e uma plataforma de inovação real. Projetos que colocam a infância no centro não apenas protegem, mas acionam o cuidado como tecnologia essencial e ativam novos olhares para velhos problemas”, completa.
Camila propõe que políticas públicas e soluções urbanas sejam pensadas a partir da lógica das crianças e de quem cuida delas, em sua maioria mulheres negras. Isso significa criar espaços adaptados e ter uma escuta ativa dos territórios, reconhecendo-os como potência de transformação.
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