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A 19ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa tomou a Avenida Atlântica, em Copacabana, neste domingo (20). O evento reuniu mais de 40 caravanas e cerca de 26 grupos culturais, incluindo representações de axé, Folias de Reis, afoxés e blocos afros, além de autoridades e lideranças religiosas, em um grande ato de celebração à diversidade e aos direitos humanos.

A programação começou pela manhã com um café no Hotel Pestana, reunindo convidados e organizadores. Por volta das 10h, a concentração no Posto 5 recebeu participantes vindos de diversas regiões do estado do Rio de Janeiro e de outros estados do país, fortalecendo o caráter nacional da mobilização.

Diversidade cultural e presença internacional

O cortejo, que seguiu em direção à Praça do Lido ao meio-dia, destacou-se pela pluralidade de tradições. Entre os momentos marcantes, esteve a participação da Monja Oca, de 88 anos, vinda do Japão à frente de uma comitiva de 40 integrantes do Budismo Primordial. A iniciativa reafirmou o diálogo entre diferentes crenças, unindo:

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Tradição consolidada no Rio de Janeiro

Criada em 2008 pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a caminhada nasceu como resposta a episódios de violência contra religiões de matriz africana. Ao longo de quase duas décadas, consolidou-se como um dos maiores eventos inter-religiosos do Brasil.

O encerramento na região do Posto 2 contou com apresentações musicais e discursos de resistência. Artistas e lideranças reforçaram que ocupar o espaço público com manifestações espirituais e culturais é um ato fundamental para garantir um país onde todas as crenças possam existir sem medo ou perseguição.