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A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) defende a expansão da representação negra no Congresso como um passo fundamental para fortalecer a democracia brasileira nas eleições de 2026. Primeira mulher preta eleita pela população paranaense para a Câmara dos Deputados, a parlamentar afirma que a ampliação do grupo nas decisões políticas é indispensável para promover transformações institucionais e combater desigualdades históricas.
Eleita em 2022 com mais de 130 mil votos, a parlamentar acompanhou a criação formal da bancada negra na Câmara em novembro de 2023. Para ela, o país vivencia uma virada histórica ao ver minorias ocupando e redefinindo espaços de poder antes inacessíveis.
As ações da bancada já resultaram na aprovação da nova lei de cotas no serviço público federal. Sob relatoria de Dartora, o percentual de vagas reservadas para pessoas negras subiu de 20% para 30%, demonstrando o impacto direto dessa articulação.
Desafios e combate às fraudes eleitorais
Outra vitória marcante mencionada foi a atuação da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) junto ao Supremo Tribunal Federal. A medida garantiu o repasse proporcional de ao menos 30% dos fundos Partidário e Eleitoral para financiamento de candidaturas negras.
Apesar dos avanços legais, Dartora alerta que legendas partidárias ainda impõem resistências. Além disso, surgem casos de fraudes na autodeclaração de candidatos para abocanhar repasses, o que motivou o PT a instituir bancas de heteroidentificação.
A deputada integra o projeto Quilombo nos Parlamentos, articulado pela Coalizão Negra por Direitos. Nas últimas eleições, a iniciativa elegeu 26 nomes antirracistas e projeta lançar mais de 150 candidaturas para o pleito de 2026, com foco na reeleição e ampliação de mandatos.
Racismo cotidiano e bastidores do poder
Entretanto, a presença nos plenários não garante inclusão nas cúpulas de decisão. A deputada critica o isolamento de parlamentares negras nas negociações de bastidores e a baixa representatividade na Mesa Diretora, ressaltando que articulações relevantes ainda ficam concentradas entre homens brancos.
No cotidiano em Brasília, o preconceito persiste. Dartora revela que frequentemente precisa reafirmar sua condição de autoridade para permanecer em espaços restritos no Congresso. Para a parlamentar, o verdadeiro identitarismo dominante é exercido historicamente por homens brancos no poder.
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