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A Coalizão Negra por Direitos publicou um manifesto oficial nesta semana para repudiar uma emenda parlamentar vinculada ao projeto que visa criminalizar a misoginia no país. O grupo alerta que a alteração legislativa pode gerar graves brechas na Lei do Racismo, comprometendo a eficácia da legislação atual.
O texto em discussão é o PL 896/2023, proposto pela senadora Ana Paula Lobato, que busca inserir a misoginia nas tipificações de discriminação do Código Penal. Embora apoiem a medida, os movimentos sociais criticam duramente a adição sugerida pelo deputado federal Capitão Alden.
O risco de relativização
A emenda em questão estipula que manifestações de opinião ou convicções políticas, científicas e religiosas não configuram crime caso não haja incitação direta à violência. Para as entidades, essa redação genérica é perigosa e pode ser utilizada por acusados para justificar injúrias raciais e intolerância religiosa.
No documento, a organização destaca que defesas baseadas em supostas liberdades de expressão podem blindar práticas discriminatórias. O receio é que ataques a crenças de matriz africana ou teorias de hierarquia racial sejam blindados sob falsos argumentos acadêmicos ou políticos.
Articulação no Congresso
Diante da tramitação em regime de urgência, a coalizão intensificou a pressão sobre parlamentares no Congresso para blindar a pauta de direitos humanos. O objetivo é restringir qualquer ressalva estritamente ao novo escopo da misoginia.
Organizações cobram que a proteção histórica contra o preconceito permaneça inviolável durante as votações na Câmara e no Senado. Leia o manifesto na íntegra.
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