A nota técnica "Desigualdades Raciais nas Diferentes Dimensões do Percurso Educacional" revela que 78% das pessoas que interromperam estudos por gravidez são negras. O estudo foi lançado na última sexta-feira (8) pelo Instituto GUETTO com dados da PNAD Contínua 2025.

A pesquisa detalha os impactos das barreiras sociais no acesso escolar de jovens entre 14 e 29 anos. Do total de 789 mil que pararam de estudar por gravidez, 78,2% são negras e 20,8% brancas, evidenciando a urgência de ações voltadas à maternidade.

Outro ponto crítico é a sobrecarga de afazeres domésticos e cuidados. Entre 308 mil jovens nessa situação, 75,6% são negros e 22,4% brancos. Isso demonstra como as desigualdades raciais moldam a divisão social do trabalho.

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A necessidade de trabalhar segue como principal causa da evasão. O levantamento também aponta a falta de vagas ou turnos adequados, atingindo 219 mil jovens, sendo 78,1% negros e 21,5% brancos.

Problemas de saúde também afetam mais a população negra. De 353 mil pessoas nessa condição, 58,4% são negras e 39,9% brancas, provando que barreiras sociais persistem além da economia.

Para Jackson Almeida, gerente do Instituto GUETTO, entender essa complexidade é essencial para criar políticas públicas que promovam a equidade étnico-racial na juventude.

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FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade