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Quinta-feira, 12 de Março 2026

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Cirurgia plástica no verão exige cuidados redobrados com a pele

Especialista alerta que a exposição solar pode comprometer cicatrizes, especialmente em peles mais pigmentadas

Cirurgia plástica no verão exige cuidados redobrados com a pele
Matsuda Press / Banco de Imagens
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O verão costuma ser um dos períodos de maior procura por cirurgias plásticas no Brasil. As férias e o recesso profissional permitem que muitas pessoas tenham mais tempo disponível para a recuperação. No entanto, é justamente nessa época que os cuidados precisam ser intensificados, principalmente em relação à exposição solar. Quem faz o alerta é o Dr. Ricardo Cavalcanti, cirurgião plástico e coordenador da Divisão de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).

Segundo o especialista, o sol pode comprometer seriamente a cicatrização e o resultado final de uma cirurgia plástica, especialmente em peles mais pigmentadas, que tendem a responder de forma diferente aos processos inflamatórios. “A exposição solar inadequada favorece o aparecimento de manchas e hiperpigmentações, podendo interferir completamente no resultado esperado. Proteger a pele não é um detalhe, é parte essencial do tratamento”, explica o médico.

Preparação da pele faz diferença

Os cuidados começam antes mesmo da realização do procedimento. A recomendação é evitar bronzeamento e exposição solar intensa por pelo menos 30 dias antes da cirurgia. “A pele sensibilizada pelo sol tende a cicatrizar pior, aumentando o risco de inflamações e marcas aparentes, o que pode ser ainda mais evidente em peles negras e pardas”, destaca Dr. Ricardo Cavalcanti. Mesmo em dias nublados, o uso diário de protetor solar é fundamental para manter a pele saudável e preparada.

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No pós-operatório, a atenção precisa ser redobrada. O sol se torna um dos principais inimigos da boa cicatrização. A orientação médica é evitar exposição direta por, no mínimo, três meses. Em áreas mais expostas, como rosto, abdômen e mamas, esse cuidado pode se estender por até um ano, dependendo do procedimento e do tipo de pele.

Filtros solares com FPS 50 ou superior devem fazer parte da rotina diária, sempre aplicados sobre a pele já cicatrizada. Roupas com proteção UV, chapéus e óculos escuros funcionam como aliados importantes. “Em alguns casos, indico também o uso de fitas ou gel de silicone sobre as cicatrizes, como forma de proteção adicional”, explica o cirurgião.

Praia e piscina só com liberação médica

O retorno à praia ou piscina deve acontecer apenas com liberação do cirurgião, geralmente entre 30 e 60 dias após o procedimento. Mesmo após essa liberação, a exposição deve ser breve, fora dos horários de sol intenso e sempre com proteção reforçada. “Cuidar da pele após uma cirurgia plástica é um investimento no resultado e na saúde. Respeitar o tempo de recuperação e proteger-se do sol garante cicatrizes mais discretas e uma recuperação mais tranquila”, reforça Dr. Ricardo Cavalcanti.

Brasil lidera procedimentos estéticos no mundo

O Brasil ocupa posição de destaque mundial quando o assunto é cirurgia plástica. Dados do Ministério da Saúde mostram que, apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 716 mil cirurgias plásticas reparadoras foram realizadas entre 2020 e 2025.

No setor privado, os números são ainda mais expressivos. A International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) aponta que o Brasil liderou o ranking mundial de procedimentos cirúrgicos estéticos, com aproximadamente 2,35 milhões de cirurgias realizadas em 2024. O dado foi divulgado no relatório oficial da entidade durante o ISAPS Olympiad World Congress, em junho de 2025.

Entre os procedimentos mais procurados no país estão a lipoaspiração, utilizada para remodelação corporal; o aumento das mamas com implantes de silicone; e a abdominoplastia, indicada para retirada de excesso de pele e correção da musculatura abdominal.

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Ana Magal

Publicado por:

Ana Magal

Sou jornalista, blogueira, escritora e Assessora de Imprensa Freedom. Mas, antes de tudo, sou uma mulher que vive e resiste com TAB II — uma deficiência invisível que muita gente ainda insiste em não enxergar.

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