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Em visita a Lisboa, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, questionou publicamente as intenções do Comando Militar na Guiné-Bissau, após a alegada desmobilização de forças leais ao ex-presidente Umaro Sissoco Embaló.

O antigo primeiro-ministro guineense expressou o alívio da população, tanto no país quanto na diáspora, diante do desmantelamento do que chamou de "esquadrão de terror" instituído pelo antigo regime. A declaração foi feita na Faculdade de Direito de Lisboa, onde o político cumpre agenda acadêmica.

Expectativa de transição democrática

A recente movimentação das Forças Armadas ocorreu após Embaló anunciar sua intenção de retornar ao país para concorrer à presidência. Contudo, a liderança militar barrou o retorno alegando falta de segurança, desarmando os aliados do ex-mandatário.

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Para Pereira, o momento exige clareza das forças de segurança. Ele indaga se os militares vão se distanciar dos abusos constitucionais anteriores e criar um ambiente propício para um diálogo nacional inclusivo.

A sociedade civil, representada pela Frente Popular, também exige que Embaló retorne apenas para responder judicialmente por supostos crimes cometidos durante sua gestão. Enquanto isso, o país tem eleições presidenciais marcadas para dezembro sob forte tensão política.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade