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A reta final da campanha para as eleições legislativas, autárquicas e regional em São Tomé e Príncipe coloca em evidência a situação da juventude e os desafios para o desenvolvimento do país.
Estima-se que cerca de 70% dos mais de 200 mil habitantes do território sejam jovens. Essa parcela expressiva da população enfrenta barreiras severas relacionadas ao desemprego e ao acesso à educação.
Em entrevista recente, Leopoldo Vera Cruz, líder do conselho nacional da juventude, apontou a escassez de recursos e a ausência de políticas públicas assertivas como os principais entraves locais.
O dirigente destacou ainda que a fuga de cérebros é uma realidade preocupante, com muitos quadros jovens migrando para o exterior em busca de melhores oportunidades de trabalho e qualidade de vida.
No setor educacional, embora existam ganhos na taxa de cobertura escolar, persistem falhas estruturais graves. Alunos do interior e das ilhas enfrentam dificuldades de deslocamento e falta de residências universitárias.
Além disso, a carência de equipamentos práticos em laboratórios e salas de informática compromete a formação técnica dos estudantes nas escolas secundárias públicas do arquipélago.
Questionado sobre as expectativas para o pleito, o representante foi direto ao afirmar que ainda não foram apresentadas propostas políticas verdadeiramente direcionadas às demandas reais dos jovens são-tomenses.
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