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A Federação Paulista de Futebol (FPF) instaurou um procedimento para apurar relatórios de discriminação ocorridos no Campeonato Paulista Sub-20, durante o confronto entre XV de Jaú e Ituano na última sexta-feira (31). Realizado no Estádio Zezinho Magalhães, em Jaú, o jogo foi paralisado na reta final após ofensas racistas em campo e manifestações homofóbicas vindas da arquibancada.
Protocolo antirracismo e relatos na súmula
A confusão começou aos 49 minutos da etapa final. Um atleta do Ituano relatou ter sido chamado de "macaco" por um adversário do XV de Jaú. Diante do relato, o árbitro Nelson Marques da Silva paralisou o duelo e fez o sinal de "X" com os braços, acionando o protocolo antirracismo estabelecido pelo futebol paulista.
A interrupção durou cerca de sete minutos antes do reinício da partida. Paralelamente, a arbitragem registrou na súmula um ato de homofobia praticado por um torcedor contra o assistente Marcelo Zamian de Barros. O suspeito deixou o estádio antes que fosse localizado pelas autoridades locais.
Posicionamento dos clubes e da FPF
Em nota oficial, a FPF repudiou os acontecimentos e garantiu rigor nas apurações com base no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância. A entidade ressaltou que acompanha o caso junto aos órgãos competentes. O Ituano confirmou que registrará um boletim de ocorrência na polícia para dar andamento às investigações na esfera criminal.
Por sua vez, a diretoria do XV de Jaú informou que identificou o torcedor acusado de proferir ofensas homofóbicas e repassou todas as informações diretamente à federação. A análise do caso pela FPF prevê a checagem de imagens do jogo, depoimentos de atletas, dirigentes e membros da comissão de arbitragem.
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