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A adesão dos professores à greve na educação em Angola tem sido marcada por denúncias de intimidação, ameaças de cortes salariais e episódios de violência contra os profissionais. O Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) relata que a paralisação geral, iniciada há três dias, enfrenta forte resistência por parte de algumas autoridades.
As províncias do Cuanza Norte e do Bié concentram os casos mais graves reportados pela estrutura sindical. Em Ndalatando, um piquete de greve foi alvo de agressões físicas, enquanto no Bié registou-se a remoção forçada de panfletos informativos sobre a paralisação por ordem direta de gestores locais.
O secretário-geral do SINPROF, Admar Jinguma, repudiou veementemente as atitudes arbitrárias. Para o dirigente, a suspensão temporária das atividades laborais é um direito legítimo e não pode servir de justificativa para punições administrativas, convocatórias abusivas ou marcas de faltas injustificadas.
Os serviços jurídicos da organização já estão a acompanhar os processos para responsabilização judicial dos envolvidos. Paralelamente, o Ministério da Educação argumenta que o registo das ausências serve apenas para efeitos de controlo administrativo e regularização do processamento salarial.
Negociações em andamento
Apesar do clima de tensão nos estabelecimentos de ensino, representantes do governo e da classe docente retomam as conversas para tentar solucionar os impasses restantes no caderno reivindicativo. Em cima da mesa estão discussões cruciais sobre a progressão e o nivelamento das carreiras profissionais, temas fundamentais para a categoria.
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