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O grupo pernambucano Orí dá ritmo à “Luthieria Afro-Pindorâmica, Tecnologias Ancestrais e Instrumentalização Eletrônica” com a apresentação pública de instrumentos musicais eletrônicos. Com o objetivo de repassar saberes e vivências sobre o processo de pesquisa, criação e experimentação, a mostra acontece no Centro Cultural Grupo Bongar – Guitinho da Xambá, no bairro São Benedito, Olinda/PE, nesta quinta-feira (15 de maio), a partir das 19h. A entrada é gratuita.
Dois instrumentos originais nasceram a partir da pesquisa: “Agbau”, construído a partir da cabaça, trazendo a ancestralidade como corpo que produz eco e o convite à escuta entre matéria e vibração; e “Engome adubado”, criação que mistura o eletrônico e o orgânico, abrindo espaço para novas paisagens sonoras e ritmos reimaginados.
A iniciativa da “Luthieria Afro-Pindorâmica, Tecnologias Ancestrais e Instrumentalização Eletrônica”, que é autoral, tem o apoio de edital público nacional, por meio do Rumos Itaú Cultural 2023-2024. O envolvimento com esta pauta ocorre desde o segundo semestre de 2024 e segue sendo desdobrada, com todos os encontros no Centro Cultural Bongar - Guitinho da Xambá.
O grupo Orí tem em sua formação pessoas negras de origem periférica: Beto Xambá, Meme Bongar, Tayná Hirlley e Thúlio Xambá. Inclusive, Beto, Meme e Thúlio são musicistas oficiais do grupo Bongar. A produção executiva é de Luanda Maciel, com a assistência de produção assinada por Laís Cabral, além de João Tragtenberg como luthier, Homero Basílio, assistente de luthieria, e Chico Correa, responsável pelo design de som. Ainda na ficha técnica, aline sou, da Emoriô Comunicação, fica à frente das mídias sociais.
“O Orí é um grupo que investiga as interseções entre música, tecnologia e ancestralidade, criando instrumentos híbridos e sonoridades que atravessam tempos e territórios. A pesquisa envolve a luthieria afro-brasileira e a ressonância das memórias sonoras, trazendo novas possibilidades para a música experimental e a resistência cultural”, explica o coletivo.
Entre as atividades da apresentação pública das invenções dos instrumentos musicais eletrônicos está a roda de conversa sobre o processo de prototipação, criação e construção, com a presença e a participação de Chico Correa, produtor musical e músico que é baiano de Juazeiro e vive há anos no estado da Paraíba. No encontro, também é possível experimentar e conhecer ainda mais de perto os instrumentos.
“São outros sons e novas formas de criação. O grupo Orí e a equipe de produção mergulharam em um processo intenso de prototipação, construção e experimentação sonora. Os instrumentos foram transformados a partir do diálogo com a prática, a escuta e a coletividade. A luthieria é viva, aberta e está em constante transformação”, destaca o coletivo.
Para o grupo Orí e toda a equipe técnica, a Luthieria Afro-Pindorâmica apresenta novos caminhos para a música, unindo a tradição da luthieria afro-brasileira à tecnologia contemporânea.
Conexão
A “Luthieria Afro-Pindorâmica, Tecnologias Ancestrais e Instrumentalização Eletrônica” surgiu em parceria com o “Bongarbit”, que já reúne três criações coletivas de instrumentos percussivos digitais: “Agbaixo”, “Agbau” e “Botões Falantes”. Todas as invenções foram geradas no laboratório ancestral da Xambá durante a realização do "Bongarbit". Vale destacar que essas novas descobertas musicais estão diretamente conectadas com a história, as memórias e as tradições do território da Xambá e a sua ancestralidade. As invenções também são guiadas pela ciência e tecnologia, sendo utilizadas como ferramentas de resistência e renovação da cultura.
Além do mais, as criações dos instrumentos por meio de recursos digitais contribuem para a construção de um mundo onde caiba ainda mais a diversidade humana que existe no planeta, sobretudo no que é coletivo na arte, cultura, educação, política e social. A iniciativa do "Bongarbit" tem o incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Governo do Estado de Pernambuco.
Ficha técnica - Luthieria Afro-Pindorâmica, Tecnologias Ancestrais e Instrumentalização Eletrônica
Formação do grupo Orí: Beto Xambá, Meme Bongar, Tayná Hirlley e Thúlio Xambá
Produção executiva: Luanda Maciel
Assistência de produção: Laís Cabral
Luthier: João Tragtenberg
Assistência de luthieria: Homero Basílio
Design de som: Chico Correa
Mídias sociais: aline sou | Emoriô Comunicação
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
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