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Em entrevista exclusiva à Forbes África Lusófona, o primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, esclareceu sua relação política com o ex-presidente Umaro Sissoco Embaló e anunciou a criação do Partido Popular Guineense (PPG), marcando seu novo posicionamento de autonomia no cenário político do país.
O atual chefe de Governo, que anteriormente atuou como ministro das Finanças na gestão de Embaló, fez questão de rechaçar a ideia de que sua nova legenda seja um mero prolongamento do grupo político anterior. Para o líder, o PPG nasce com o propósito de impulsionar o desenvolvimento nacional de forma independente.
A mudança de postura consolidou-se após os episódios de 26 de novembro de 2025. Segundo o primeiro-ministro, a partir daquela data, seu compromisso prioritário passou a ser exclusivamente com o Estado e com os cidadãos guineenses, distanciando-se de alianças personalistas.
Autonomia e respeito institucional
Ao abordar a relação com o antigo chefe de Estado, o governante pontuou que o diálogo atual é pautado pelo estrito respeito institucional. Ele enfatizou a necessidade de separar relações de amizade das decisões de governo, afirmando que a atividade política exige discernimento e independência na hora de deliberar.
Sobre as especulações de uma candidatura às próximas eleições presidenciais, o político adotou um tom cauteloso, mas transparente. Embora evite confirmar o pleito neste momento, ele assegurou que qualquer decisão futura será comunicada de forma direta e aberta à população guineense, descartando articulações de bastidores.
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