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A defesa de uma mulher que denunciou ter sofrido racismo junto com a filha em um shopping de São Luís solicitou à Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão uma rigorosa apuração sobre a conduta dos agentes envolvidos no atendimento da ocorrência.
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Pedrolina do Espírito Santo da Silva, também conhecida como Keyla Negona, compareceu à Corregedoria acompanhada por seu representante legal para cobrar esclarecimentos acerca do andamento das investigações sobre a atuação policial no dia do incidente.
De acordo com os relatos da defesa, Keyla precisou ser transportada em uma viatura oficial até a delegacia. Em contrapartida, a outra mulher envolvida na discussão teve a permissão de seguir em seu próprio veículo particular, acompanhada por policiais militares.
“Eu perguntei lá no shopping se eu poderia vir no meu carro e disseram que não. Mas a pessoa que me discriminou racialmente veio no carro dela. Por que eu não posso?”, questionou Keyla Negona durante o processo de cobrança por justiça.
O advogado responsável pelo caso informou que também acompanhará os desdobramentos do inquérito na Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, unidade encarregada de apurar as ofensas registradas no estabelecimento comercial.
Entenda a denúncia
O episódio ocorreu durante o horário de almoço na praça de alimentação de um centro comercial situado no bairro do Calhau. A Polícia Civil assumiu a frente das investigações sobre as acusações feitas pela mãe.
Segundo o depoimento, a confusão teve início por causa de um assento na praça de alimentação. Após um desentendimento sobre a ocupação do espaço, a suspeita teria proferido ofensas de cunho discriminatório contra Keyla e sua filha menor, que é autista.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão declarou que a atuação dos policiais no transporte das partes será examinada de perto e assegurou que não haverá omissão na apuração dos fatos.
Liberdade provisória
Carla Mariana da Silva Pestana, apontada como autora das ofensas, passou por audiência de custódia e obteve o direito de responder ao processo em liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
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