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Natural de Jaboatão dos Guararapes/PE (Região Metropolitana do Recife) e radicada no município de Belo Jardim/PE, no Agreste, Maéve confirma a conclusão artística de “Volúpia”, EP autoral da cantora e compositora. Com a obra musical, a artista tem duas indicações seguidas ao Prêmio da Música de Pernambuco, sendo a mais recente neste ano de 2026 na categoria “Álbum Romântico”. Ela também atua como flautista, arte-educadora, atriz e produtora cultural.
Maéve fez o show conclusivo de “Volúpia” justamente em Belo Jardim, onde mora e vive há anos. Juntamente com a banda, ela se apresentou na Estação Ferroviária, ao ar livre, no dia 4 de julho (sábado), pela programação do palco alternativo da Festa das Marocas. Vale lembrar que o lançamento completo do EP também aconteceu no município, em maio de 2025, no bairro Bom Conselho, próximo à Escola de Educação Integral (EMEI) Professora Dulce Ramos.
“Estar fazendo shows autorais com público na cidade onde vivo é história, até porque sabemos que esses espaços são ainda mais difíceis para artistas independentes da terra. Acredito que estamos caminhando e com certeza chegaremos lá”, declarou Maéve, em entrevista à repórter Deyse Cordeiro, da Agreste TV Pernambuco.
Além de celebrar os reconhecimentos e as indicações conquistadas com “Volúpia”, Maéve revela o que está preparando para o futuro. A partir de novos estudos e pesquisas que envolvem narrativas, linguagens e códigos atuais, pretende realizar dois lançamentos inéditos: peça solo de teatro e disco. Atualmente, ela estuda “Arte da Cena” no mestrado pela Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH), em parceria com a Fundação Itaú.
“As novidades surgem em breve… Nesse momento já existe uma pesquisa em desenvolvimento para um espetáculo solo teatral, junto com um álbum musical. Vamos encontrar novos caminhos para a continuidade da carreira”, conta a artista agrestina.
O EP é formado por cinco canções: “Sai da Minha Frente”, “Tocando no Raidin”, “Miudinho”, “Montanha Russa” e “Volúpia”. As músicas são compostas por diversos instrumentos, como guitarras, contrabaixo, saxofone, clarinete, percussão e bateria. É importante destacar que toda a produção é local, com profissionais de Belo Jardim, fortalecendo, potencializando e valorizando o próprio território.
A obra também reúne três clipes em Belo Jardim: “Sai da Minha Frente” (2024), indicado ao Prêmio da Música de Pernambuco em 2025 na categoria “Videoclipe – Carnaval”, “Tocando no Raidin” (2025) e “Miudinho” (2026), ambos com recursos de acessibilidade em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para pessoas com deficiência auditiva. Esses audiovisuais têm a direção de fotografia assinada por Vanessa Serena. Maéve atua nos videoclipes e assume tanto a direção artística como a criativa, juntamente com Soraya Estéfany, que toca guitarra na formação da banda e nas gravações musicais. Destaca-se nas obras toda a territorialidade presente.
Já a produção musical do EP “Volúpia” é da autoria de Eduardo Albuquerque, com gravação, mixagem e masterização realizadas pela Nuvem Studio Lab (Belo Jardim). Ele também está na função de guitarrista nas gravações e nos shows.
Mulher negra da pele retinta e mãe, Maéve tem como referência diversas cantoras e compositoras nacionais que dialogam diretamente com recortes de gênero, identidade racial e classe social. “Bia Ferreira (MG), IZA (SP), Elza Soares (RJ) e Liniker (SP) me inspiram nas criações artísticas e também na vida pessoal. São todas mulheres negras que ganharam espaço, chegaram ao sucesso e consequentemente fortalecem percursos de outras artistas”, destaca.
Ela disponibiliza músicas no mundo digital desde 2017, mesmo ano em que estreou com o EP “ Aquela que não tem nome”, composto por três canções: “É de fato ela”, “Cartomante” e “Cigana”. Em 2022, lançou “Negra Tinta” (live-show ao vivo em Belo Jardim, no Quilombo Barro Branco e no Terreiro de Zé Bocão).
História
A pernambucana Maéve se identificou com o canto ainda criança, aos seis anos de idade. A sua estreia na música ocorreu no Grêmio Musical Henrique Dias, em Olinda/PE. Na ocasião, ganhou uma flauta transversal, primeiro instrumento musical da artista. No ano de 2010, começou a estudar no Centro de Criatividade Musical, no Recife. Em 2012, conseguiu a aprovação no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) - Belo Jardim, onde concluiu a Licenciatura em Música com formação justamente em flauta transversal.
Banda
No show realizado neste mês de julho, ela foi acompanhada por musicistas e profissionais locais: Eduardo Albuquerque (guitarra solo), Soraya Estéfany (guitarra base), M.Moah Bass (contrabaixo), André Roots (clarinete/saxofone); Zeh Lucas (bateria), além de Bianca Quaresma na assistência de produção e Vanessa Serena à frente das fotografias.
“Belo Jardim, vocês fizeram esse show de conclusão do ‘Volúpia' em casa ser inesquecível. Agora a estrada chama… E o próximo capítulo já começou. Obrigada”, pontua.
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
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