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O presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, exigiu respostas das autoridades locais sobre o assassinato de Dom Osório Citora Afonso, ocorrido a 6 de Junho. Durante uma cerimónia académica recente, o arcebispo questionou a falta de esclarecimentos oficiais acerca dos autores e das motivações do crime contra o bispo da Diocese de Quelimane.
Dom Osório Citora Afonso foi encontrado morto na residência pastoral em Quelimane. O caso continua sem um desfecho público conhecido, gerando forte apreensão entre os cidadãos e líderes religiosos do país africano.
Um clima de medo e insegurança
Durante o seu discurso, o arcebispo de Nampula alertou que a defesa da verdade tornou-se uma atividade de alto risco em território moçambicano. Para o líder religioso, a impunidade nestes casos alimenta um profundo sentimento de vulnerabilidade coletiva.
A preocupação com a onda de violência não se restringe aos altos cargos da Igreja Católica. Organizações da sociedade civil também têm denunciado o aumento da criminalidade e o silêncio do Estado perante mortes e desaparecimentos recentes de ativistas, jornalistas e agentes de segurança.
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