Artista pernambucana autoral brasileira, Amanda Ganimo atua, canta, compõe e produz. Entre as suas criações artístico-cultural está “A Nossa História Contada e Cantada em Primeira Pessoa”, um combo composto por documentário (assista) e EP (escute). A partir do audiovisual e da música, este projeto destaca sobre a necessidade e o poder da oralidade para a preservação e continuidade das tradições e memórias dentro de quilombos urbanos.

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O material "A Nossa História Contada e Cantada em Primeira Pessoa" (2022) também é uma fonte de pesquisa para coletivos e grupos da arte e da educação que produzem a cultura afro-brasileira. O documentário, que é um média-metragem, tem 50 minutos de duração, classificação livre e acessibilidade em libras, por Carlos Oliveira, para a comunidade surda. O EP reúne três músicas, com os seguintes nomes: "Na Casa de Mãe"; "Maracatu Leão Coroado"; "Mestre Naná de Santana", respectivamente. 

"Tanto o documentário como o EP escutam as vozes do povo preto, que conta a própria história e entende as diversas formas de produção de conhecimento dentro da diáspora africana”, explica Amanda Ganimo, à frente da direção e do roteiro. 

Cartaz do documentário 

 

Mulher negra e periférica, ela compôs as canções juntamente com Hélio Abulidu, artista afropernambucano da comunidade Suvaco da Cobra (Jaboatão dos Guararapes/PE). As músicas guiam justamente o roteiro do documentário, com fotografia e edição assinadas por Rennan Peixe (PE). Já a produção musical do EP e a trilha sonora do filme são da autoria de Vinícius de Farias, também de Pernambuco. 

As entrevistas foram realizadas, pela Região Metropolitana do Recife (RMR), com mestras e mestres da cultura popular, resistências do Centro Cultural Quilombo do Catucá (mãe Elaine de Oxum e Moa Anjos), em Camaragibe/PE, e do Maracatu Leão Coroado (Karen Aguiar), em Águas Cumpridas (Olinda/PE). As crianças Dandara e Odara também participam do documentário. A obra cinematográfica foi gravada nesses espaços culturais, além do Morro da Conceição, no Recife, e do Alto José do Pinho (Recife/PE), com o Mestre Naná de Santana. 

Vale destacar que por meio do projeto foi possível proporcionar um espaço de criação artística, da coletividade e de expressão da identidade, onde as habilidades criativas foram desenvolvidas juntamente com temáticas racial, social, de gênero, política, cultural e educativa. 

Além de Amanda, Hélio, Vinícius e Rennan, Alê Carvalho (produção executiva), Hélida Costa Pinto (designer gráfico), Arnaldo Abulidu, Zé Freire, Emanuel Epaminondas e Nelson Brederode, todos eles músicos, formam a equipe técnica. Hélio Abulidu e Vinícius de Farias também colaboraram como músicos. 

A produção do EP traz Amanda Ganimo (voz), Arnaldo Monte (percussões), Hélio Abulidu (violão e voz), Zé Freire (violões), Vinícius de Farias (sanfona e efeitos), Emanuel Epaminondas (contrabaixo), Nelson Brederode (cavaquinho) e Juliana Farias (back vocal). 

Beatriz Nascimento

Amanda Ganimo conclui a obra homenageando a nordestina Beatriz Nascimento (1942-1995), historiadora, professora, roteirista, poeta e ativista pelos direitos humanos da comunidade negra, sobretudo das mulheres. "A terra é o meu quilombo, meu espaço é o meu quilombo. Onde eu estou, eu estou, onde eu estou, eu sou", escreveu Beatriz, natural de Aracaju/SE (capital de Sergipe). 

Ficha técnica
Roteiro e direção: Amanda Ganimo
Produção executiva: Alê Carvalho
Fotografia e edição (montagem e finalização): Rennan Peixe
Designer gráfico: Hélida Costa Pinto
Direção musical e trilha sonora (designer de som e arranjos): Vinícius de Farias
Composições das canções: Amanda Ganimo e Hélio Abulidu
Elenco: Alê Carvalho, Amanda Ganimo, Hélio Abulidu e Mestre Limão
Músicos: Amanda Ganimo (voz), Arnaldo Monte (percussões), Hélio Abulidu (violão e voz), Zé Freire (violões), Vinícius de Farias (sanfona e efeitos), Emanuel Epaminondas (contrabaixo), Nelson Brederode (cavaquinho) e Juliana Farias (back vocal)
Entrevistas: Mãe Elaine de Oxum e Moa Anjos (Centro Cultural Quilombo do Catucá, Camaragibe); Karen Aguiar (Maracatu Leão Coroado, Olinda); Mestre Naná de Santana (Alto José do Pinho, Recife)
Crianças participantes: Dandara e Odara
Intérprete de libras: Carlos Oliveira
Assessoria de imprensa: Daniel Lima
Músicas do EP: "Na Casa de Mãe"; "Maracatu Leão Coroado"; "Mestre Naná de Santana"
Incentivo (edital/financiamento público): Lei Aldir Blanc (LAB) 2021 - Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Governo do Estado de Pernambuco.

FONTE/CRÉDITOS: Foto: Rennan Peixe