O cantor Oh Polêmico lançou recentemente o videoclipe de Laço na Fivela, gravado em Lauro de Freitas, na Bahia, ao lado de Léo Santana, reunindo referências da cultura periférica e do São João para celebrar o pertencimento e a força do pagodão baiano.

A obra audiovisual foi concebida para destacar a dança e o protagonismo periférico, mesclando chapéus de cowboy, paredões de som e danças populares. O projeto reflete a rica mistura de identidades presentes no cotidiano nordestino.

Produzido por FG Batera e Iago Drums, o hit conquistou rápida repercussão nas redes sociais. A faixa desencadeou diversas reproduções da coreografia oficial por fãs e criadores de conteúdo em diferentes partes do mundo.

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Em entrevista exclusiva ao portal Cultura Preta, Oh Polêmico ressaltou que a periferia atua como agente criativo central na produção e detalhou a origem dessa fusão estética.

Cultura, território e pertencimento na Bahia

Ao ser questionado sobre a união de universos visivelmente distintos, o artista destacou que essas manifestações sempre caminharam juntas no estado. Para ele, o São João, os paredões e o estilo cowboy se encontram naturalmente na rotina periférica.

Segundo Oh Polêmico, a proposta foi estruturar uma obra com identidade própria, sem reproduzir conceitos estrangeiros. Ele reforçou que a união entre tradição, rua e festa representa a verdadeira essência da cultura local.

A escolha de Lauro de Freitas como locação principal buscou trazer veracidade ao clipe. O cantor ressaltou que a periferia possui estética, arte e inovação próprias, devendo ser apresentada com orgulho e protagonismo.

Sobre o impacto do território em sua trajetória, o cantor enfatizou que enxerga potência e criação onde muitos veem carência. De acordo com ele, a forma de falar, vestir e dançar nascida na comunidade movimenta todo o país.

O impacto da dança e a força das redes sociais

A coreografia oficial se tornou um dos elementos centrais da faixa, espalhando-se por festas juninas e plataformas digitais. Para Oh Polêmico, ver o público apropriando-se dos passos evidencia a conexão genuína da obra com as pessoas.

A produção ultrapassou o circuito musical tradicional ao transformar o ritmo dos paredões e do São João em uma linguagem interativa no ambiente virtual, estimulando a participação direta dos ouvintes.

A direção do audiovisual foi assinada por Yuri Jezzu, que também dividiu a direção criativa com Madin. A realização ficou a cargo da EZZU Studios, contando com direção de fotografia de Iury Taillan e direção de arte por UZ1.

Identidade e orgulho da cultura periférica

Ao sintetizar o projeto em um único sentimento, o artista apontou o pertencimento como o maior significado. Para Oh Polêmico, levar a cultura de origem a novos públicos é motivo de extremo orgulho.

A colaboração entre Oh Polêmico e Léo Santana simboliza o encontro de diferentes forças da música baiana, preservando as raízes populares e demonstrando a capacidade do gênero de se reinventar continuamente.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade