A Tom Maior, agremiação da Zona Oeste de São Paulo, apresentou oficialmente seu enredo para o Carnaval 2027: "Eu Sou o Pão da Vida". Com essa narrativa, que eleva o pão de alimento básico a um poderoso símbolo de fé e história, a escola busca conquistar seu primeiro título no Grupo Especial, sob a direção do carnavalesco Flávio Campello.

O lançamento do tema ocorreu em um evento exclusivo para membros da comunidade, parceiros e imprensa. Na ocasião, a Tom Maior não só revelou o enredo, mas também revisitou seu repertório de sambas históricos e introduziu novos talentos à ala musical.

A apresentação da narrativa para o Carnaval 2027 foi marcada por um palco em formato de passarela, que transportou os espectadores por diversas eras, da Antiguidade aos tempos modernos. O ponto culminante da encenação foi um ato final, onde o mestre-sala Ruhanan Pontes interpretou um mendigo que, ao receber o pão, encontrava nele um poderoso símbolo de acolhimento e esperança.

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A temática foi desvendada progressivamente, com a exibição do vídeo oficial de divulgação e a presença do carnavalesco Flávio Campello. A agremiação da Zona Oeste está programada para ser a quarta escola a desfilar no sábado de carnaval, em 6 de fevereiro.

A riqueza e a liberdade do tema

Flávio Campello, o carnavalesco responsável pelo projeto, expressou sua satisfação com a escolha do tema e a autonomia concedida para o desenvolvimento do desfile. Ele revelou que, inicialmente, havia três propostas de enredo, mas a ideia do pão surgiu como uma quarta opção e foi prontamente aceita.

“A partir do momento em que conversamos com a galera que estava chegando com essa ideia, percebemos que poderíamos construir esse enredo da maneira que queríamos, porque a nossa primeira preocupação é a liberdade, e eles nos deram isso. Isso facilita muito a construção de um projeto”, afirmou Campello.

Ele destacou que, embora o pão não seja um tema inédito no carnaval, a abordagem da Tom Maior será única, focando em uma vertente social e histórica. “Mostrando esse paralelo e a importância do pão na vida do povo. Afinal de contas, quem constrói a história da humanidade é o povo. Então, fazemos uma homenagem a esse alimento que não só sacia a nossa fome física, mas também a nossa fome espiritual”, explicou, ressaltando as inúmeras possibilidades criativas que o enredo oferece.

Apoio e investimento do presidente Carlão

O carnavalesco Flávio Campello fez questão de elogiar o presidente Carlão, destacando seu comprometimento com o visual da escola. Segundo Campello, o dirigente não poupa esforços para garantir que a Tom Maior apresente um espetáculo visualmente impecável no Anhembi.

“A gente começa contando, na abertura do nosso carnaval, a Revolução Francesa. Isso vai me render um visual incrível. Tenho certeza de que será algo surreal, com a proposta que a gente tem. O Carlão é um presidente que compra a ideia. É muito gostoso trabalhar na Tom Maior por isso”, revelou Campello.

Ele complementou, citando a famosa frase de Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é o intelectual e que o povo gosta mesmo é de luxo, tinha total razão. Até porque eu acho que carnaval é isso: é para a gente poder mostrar uma realidade totalmente diferente daquela que o povo vive no dia a dia”. O presidente, segundo Campello, tem uma preocupação constante com a grandiosidade na avenida, o que lhe confere tranquilidade para desenvolver um trabalho com o luxo que o carnaval exige.

A dimensão religiosa e espiritual do pão

Aprofundando-se nos detalhes da narrativa, Flávio Campello explicou que o enredo transcenderá a esfera social para explorar a profunda presença do pão em diversas religiões e civilizações. A pesquisa revelou que o alimento sagrado não se restringe ao islamismo, judaísmo e cristianismo.

“Tem o budismo, tem o hinduísmo. Há tantas religiões que consideram o pão um alimento sagrado, cada uma com a sua cultura. Por exemplo, os hindus preparam um pão feito à base de arroz. Então, eles oferecem esse pão aos seus deuses”, detalhou o carnavalesco.

Ele concluiu que o pão possui uma história robusta, tanto do ponto de vista histórico quanto religioso e espiritual. “A gente vai unir esses dois caminhos para construir o nosso projeto de carnaval de 2027”, pontuou, indicando uma abordagem multifacetada para o desfile da Tom Maior.

A busca pelo título inédito

Flávio Campello rememorou o desfecho do Carnaval 2026, quando a Tom Maior, por um décimo, não alcançou o Desfile das Campeãs, empatando com a Barroca e sendo superada no critério de desempate. Para 2027, a ambição é clara: lutar pelo título.

“Este ano, o presidente está com a mentalidade de realmente ir para cima, de lutar pelo título, até porque a escola ainda não tem essa estrela que ele tanto sonha conquistar”, afirmou o carnavalesco.

Ele enfatizou que o objetivo é desenvolver um projeto competitivo para trazer à Tom Maior a tão sonhada “estrelinha dourada no pavilhão”, um feito inédito na história da agremiação, sempre com respeito às coirmãs que também buscam o mesmo objetivo.

FONTE/CRÉDITOS: Colaboração Carnavalesco