A MOC Dança PE realiza a mostra livre/não competitiva nesta quinta-feira (11 de junho), no Teatro do Parque, às 19h. O mesmo local, no centro do Recife (rua do Hospício, bairro da Boa Vista), também recebe a apresentação “Bailarinos na Roça”, encenada por crianças e adolescentes, no dia 14/06 (domingo), às 15h30, sendo um momento especial entre as atividades da programação da 9ª edição. Em ambas as datas, a entrada tem preço único/social de R$ 35, com a obrigação de doar 1kg de alimento não perecível. A classificação indicativa é livre. 

A mostra livre reúne grupos e academias de dança da Região Metropolitana do Recife (RMR), que são dos municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Igarassu e do Recife em sua maioria. Esse encontro coletivo é composto por apresentações de várias idades, com crianças, adolescentes e adultos. Já a celebração infantil e juvenil “Bailarinos na Roça”, que reforça a identidade e a tradição juninas do Nordeste, pelo São João da MOC Dança PE, conclui o fim de semana. 

A MOC Dança PE é uma criação autoral e independente do produtor cultural pernambucano Rodrigo Lira, que fica à frente da direção juntamente com Débora Cristóvão. Natural do Ibura, no Recife/PE, Rodrigo é ator, coreógrafo e criador da Lira Produções, realizadora da mostra e há mais de 20 anos no mercado da produção artística. De raiz periférica, ele busca inspirar e transformar por meio da arte, além de contribuir com o acesso à informação.  

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“São dias intensos celebrando a arte, a coletividade e a paixão pela dança. Existe toda uma preparação da coreografia, do corpo, da mente e que é feita em equipe. Cada apresentação tem sua história, instante e emoção. A arte move vidas e por isso temos que celebrar. Na mostra infantojuvenil ‘Bailarinos na Roça’, o palco é dos artistas mirins, com uma criançada e a juventude como protagonistas”, declara Rodrigo. 

Entre as iniciativas da MOC Dança PE também está a realização de atividades artístico-culturais pelo interior de Pernambuco. Inclusive, em 2026, já houve circuito no Agreste (Caruaru - Teatro Rui Limeira, Sesc) e Sertão (Petrolina - Teatro Dona Amélia). No mês de agosto deste ano, chegou ao município de Garanhuns, no Agreste do estado. Em edições anteriores, houve na Zona da Mata Norte, nos municípios de Goiana e Paudalho. 

“Atuar em outras regiões e novos municípios do interior de Pernambuco é um dos objetivos da MOC, fortalecendo artistas de diversos territórios com protagonismo. A MOC é um espaço de diversidade artística e da cultura, proporcionando oportunidades para novas descobertas de talentos da dança local e da região Nordeste”, acrescenta Rodrigo Lira. 

A edição deste ano fez uma conexão internacional pela primeira vez, estreando a “Audição MOC Recife”, com o italiano Marco Batti, diretor artístico do Balletto di Siena e do Ateneo della Danza (centro de formação profissional em artes), na cidade de Siena (Itália). O encontro ocorreu no dia 06/06, no Aria Social (bairro de Piedade, no município de Jaboatão dos Guararapes/PE). Vale destacar que essa troca incluiu a busca por bailarinas e bailarinos para uma vivência de dez dias na Itália, significando a conquista de uma bolsa de estudos.  

“Essa Audição MOC Recife, com Marco Batti, ampliou os olhares técnicos e artísticos conseguindo envolver uma pauta internacional, em parceria com o Ateneo della Danza. Foi mais do que uma audição, foi uma porta para o mundo. Foi mais do que uma seleção, essa foi uma oportunidade de crescimento e envolvimento com a dança. A presença de Marco (Batti) marcou um novo momento para a MOC”, afirma Rodrigo Lira.  

A atividade de abertura da 9ª edição aconteceu no dia 04/06 (quinta-feira), com uma palestra na internet — tema: “Dança e educação: caminhos para a inclusão”—, transmitida ao vivo do Teatro Luiz Mendonça. O acontecimento virtual reforçou a existência de pessoas atípicas na dança, que une temáticas como educação, arte, acessibilidade e transformação social. Das três participantes convidadas, duas pernambucanas (Larissa Nunes e Mayara Nunes) e uma de São Paulo (Letícia Franciele). 

Assim como nas edições anteriores, foram realizadas atividades abertas ao público, entre elas a feira de materiais/acessórios de dança, com expositoras e expositores locais, e as apresentações culturais de grupos artísticos do estado. Ambas pela programação no Teatro Luiz Mendonça. Além do mais, houve o lançamento da obra “Diva e o sonho de ser bailarina” (editora Prazer de Ler/Construir), da escritora pernambucana Sâmia Véras, natural de Olinda. Ela é pedagoga e ativista da causa de enfrentamento e combate à gordofobia no estado. Sâmia também é a primeira autora do Nordeste a publicar um livro de literatura infantojuvenil com foco na gordofobia na infância. 

“A MOC pensa em contextos históricos e atuais para além da dança, como as reflexões sobre a luta contra o preconceito e a discriminação contra pessoas gordas, a valorização da diversidade corporal e o respeito para com a outra pessoa”, pontua Rodrigo. 

Mostra Competitiva de Dança de Pernambuco

A cada ano, a MOC Dança PE fortalece a tradição de juntar 800 bailarinas e bailarinos, do infantil ao adulto com idades de 4 (criança) a 60 anos (idoso), reunindo estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. De 05 a 07 de junho, durante três dias seguidos (sexta a domingo), o Teatro Luiz Mendonça recebeu a mostra competitiva, composta por uma diversidade de gêneros de dança: jazz, acrobáticas; contemporânea; neoclássico, estilo livre; populares; ballet de repertório, clássico livre, internacionais, urbanas e sapateado. 

Esse momento de avaliação rendeu premiações, como bolsa de estudo (internacional) e classificação para festivais nacionais. Quatro pessoas formaram a equipe de júri da mostra competitiva: Briê (PE), Harry Gavlar (SP), André Malosá (SP) e Marco Batti (Itália). Briê, Harry e Marco foram presenças inéditas na MOC. 

Pela primeira vez, a MOC investiu em júri internacional na banca avaliadora. Foi justamente Marco Batti, formado pela Vaganova Academy of Russian Ballet (escola de ballet clássico em São Petersburgo, Rússia) e Jacqueline Kennedy Onassis School (EUA), além de professor afiliado do American Ballet Theatre, em Nova York (EUA). Destaque-se sua visão acadêmica e direção artística, inclusive por ter dupla formação universitária, mestrado em Cinesiologia (ciência que estuda o movimento humano) e Psicologia, trazendo o olhar sobre a técnica, performance e desenvolvimento humano na dança. 

Confira a programação no Teatro do Parque (rua do Hospício, nº 81, bairro da Boa Vista, Recife/PE) 

11/06 (quinta-feira) - Mostra livre/não competitiva

Horário: 19h

Entrada: preço único/social (R$ 35 + 1kg de alimento não perecível). 

Classificação indicativa: livre

14/06 (domingo) - Bailarinos na Roça (apresentação de São João - mostra especial infantojuvenil) 

Horário: 15h30

Entrada: preço único/social (R$ 35 + 1kg de alimento não perecível). 

Classificação indicativa: livre