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É chegada a hora da rebolada pela 2ª edição do Curso de Twerking e Hip Hop: Pelve em Movimento, que ocorre nos dias 14, 21 e 28 de junho, todas as datas aos domingos, das 15h às 17h, no Paço do Frevo (centro do Recife). À frente dos encontros formativos ficam as professoras e arte-educadoras pernambucanas Duda Serafim e Clarear Soares. Duda faz a facilitação do hip hop e Clarear assume o twerk. Com a realização da Escola Twerk Recife (TWK REC), a formação em danças urbanas tem recurso de acessibilidade em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para pessoas com deficiência auditiva, além de gratuita.
Foi um desafio publicar a relação das pessoas selecionadas para rebolar no curso. Foram mais de 90 inscrições realizadas para 15 vagas, tanto para iniciantes como para profissionais da dança em geral. A lista reúne mulheres que são mães e pessoas trans, não-binárias e surdas. A Escola Twerk Recife também garante uma ajuda de custo para o transporte de ida e volta ao Paço do Frevo, de acordo com a frequência, e um kit escolar. Vale informar que para receber o certificado de participação é necessário estar presente em no mínimo 75% das aulas.
O Curso de Twerking e Hip Hop: Pelve em Movimento tem incentivo público, com o financiamento do edital do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura da Cidade do Recife.
“As pessoas surdas se inscreveram… Já é histórico porque é raro pessoas surdas e ensurdecidas estarem nos cursos de danças urbanas. Além disso, 23 mães fizeram a inscrição, assim como muitas pessoas que possuem outras deficiências. É importante dizer que existiu uma prioridade na inscrição para pessoas periféricas, negras, indígenas, trans, não binárias, mães, surdas e ensurdecidas. A iniciativa envolve diretamente as pautas de gênero, identidade racial, classe, acessibilidade, coletividade e transformação social”, conta Briê, que está na produção executiva do projeto.
Além de Briê, Clau de Luna assina a direção executiva. Ambas são dançarinas, professoras e produtoras culturais pernambucanas, que também atuam artisticamente como atrizes, articuladoras de movimentos das danças urbanas e lideranças da Escola Twerk Recife. Clau destaca que a pelve é mais do que movimento, reforçando as linguagens artística, histórica e social.
“O objetivo do curso é compartilhar coletivamente memórias, contextos históricos, vivências e diversas possibilidades de movimentações pélvicas por meio da dança, assim como perspectivas de formação profissional, educação, saúde, lazer, bem-estar e benefício mental. O ‘Curso de Twerking e Hip Hop: Pelve em Movimento’ existe para lembrar que a dança urbana/pélvica também é estudar, resistir e ocupar espaço de maneira coletiva. As aulas teóricas e práticas dialogam com o corpo, a cultura e a história”, acrescenta Clau de Luna.
O curso também possibilita uma assistência pedagógica com a monitora Larissa Trajano. A maioria da equipe técnica do projeto é formada por mulheres negras e pessoas de origem periférica, sendo todas do Estado de Pernambuco.
“É um curso que estuda as conexões entre o twerk e o hip hop, que são danças urbanas originárias das comunidades negras e periféricas. Então, a gente traz a raiz da história de cada movimento e suas relações diretas, além das técnicas de cada dança”, pontua Clau de Luna.
Professoras
Duda Serafim e Clarear Soares reúnem vivências artístico-culturais por diversas áreas: juradas de batalhas; professoras da modalidade da formação proposta neste projeto; performances em shows e videoclipes; atuação em palestras e grupos de estudos em danças urbanas; produção cultural nas modalidades de dança em que atuam; e representatividade entre as mulheres dentro do movimento hip hop e das danças pélvicas.
Edição de estreia
A Escola Twerk Recife promoveu o Curso de Twerking e Brega Funk: Pelve em Movimento pela primeira vez em 2023, no Espaço Flor de Luanda (bairro da Madalena, Zona Norte do Recife). Também com incentivo público, a formação teve como base a união das danças pélvicas, uma com origem em Nova Orleans (Louisiana, EUA), o twerk, e a outra originária do Recife, o brega funk. Durante as aulas teóricas e práticas, os contextos históricos e culturais de ambas as danças foram compartilhados, assim como suas referências de matrizes africanas, além de nomenclatura de movimentos e técnicas específicas de cada uma delas.
Twerk Recife
Primeira escola de rebolada em Pernambuco, criada em 2018, a Twerk Recife atua com aulas, formação, produção, saúde e pesquisa. Ela se apresenta assim: “Rebolando a vida porque ela é bonita”. A escola surge da ideia de Briê, natural do Recife (do bairro de Nova Descoberta), que fez a 1ª batalha de twerk, revelando novas pessoas para a modalidade, e o 1º curso de capacitação na Capital, formando professoras e professores.
2ª edição do Curso de Twerking e Hip Hop: Pelve em Movimento (PE)
Datas: 14, 21 e 28 de junho (aos domingos)
Local: Paço do Frevo (Praça do Arsenal da Marinha, nº 91, centro do Recife)
Horário: 15h às 17h
Ficha técnica
Realização: Escola Twerk Recife
Direção executiva: Clau de Luna
Produção executiva: Briê Silva
Comunicação digital: Joy Santana
Monitora pedagógica: Larissa Trajano
Professora de twerk: Clarear Soares
Professora de hip hop: Duda Serafim
Acessibilidade em Libras (Língua Brasileira de Sinais): Jéssica Santos
Design e artes de divulgação: Diego Mancha Negra
Incentivo público: Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura da Cidade do Recife.
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
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