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CNDH do Brasil instou a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Fifa a adotarem providências diante de episódios de racismo, discriminação racial e discurso de ódio registrados durante a Copa do Mundo de 2026. O órgão informou que especialistas analisaram mais de seis milhões de publicações e detectaram quase 90 mil com conteúdo abusivo.
Resultados da análise e comparação
Segundo o conselho, das quase 90 mil publicações abusivas identificadas, 11% tinham caráter racial. O número de casos de teor racial apontado pelo levantamento é 13 vezes maior do que o registrado na edição de 2022, no Catar.
O levantamento foi divulgado pelo órgão como base para solicitar medidas vinculadas à proteção de direitos e à responsabilização por discriminação e ataque à dignidade de grupos vulneráveis.
Convocações e pedidos de reparação
O CNDH convocou os Estados Unidos, o México e o Canadá, além das autoridades do futebol, a realizarem investigações rigorosas sobre os episódios identificados e a oferecerem reparação às vítimas.
A poucas horas da final do torneio, o tema ganhou destaque após a divulgação de graves insultos e ataques dirigidos a Kylian Mbappé, assim como a outros jogadores franceses e holandeses, por parte de torcedores e de algumas figuras políticas.
Posicionamento da comissão
A presidente da comissão, Ivana Leal, afirmou que "a Copa do Mundo reúne milhões de pessoas e deveria representar um encontro de povos e culturas", e lamentou que o racismo "continue sendo um desafio global". O conselho reiterou o pedido de que organismos internacionais e entidades esportivas adotem providências para enfrentar o problema.
Foto: Ansa
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