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No dia 5 de julho, domingo, às 17h, o BarZenho vai ser o palco para o show de estreia da banda de música brasileira popular Malungo. Na ocasião, a banda lança seu primeiro disco intitulado Costura, que é uma carta de amor para todos os amores: próprio, fraternal, romântico e lúdico. Formada por Flávia Ellen, voz, Léo Lana e Valéria Santos, voz e percussão, e Max Hebert, sanfona, o grupo tem como caraterística abranger o que traz relevante identidade à cultura musical brasileira, que é a influência africana. “A gente tenta fazer um retrato da brasilidade a partir da nossa pluralidade musical. Tem muita percussão, viola e violão, tem louva-deus e xote, tem duas vozes principais, tem até criança e sutis efeitos eletrônicos. E tem a sanfona que imediatamente nos remete ao sertão, à música mineira e ao forró”, explica Flávia. No show, a banda terá o apoio de Larissa Horta, no baixo, e Fernanda Régila, na percussão. Os ingressos para a apresentação podem ser adquiridos a partir de 23/6, no site Sympla e custam, no primeiro lote, R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e no segundo lote e na portaria, R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). A classificação é livre. A gravação de disco do Malungo foi realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, Termo de Execução Cultural n° 11.113/2024 - Edital n° 06/2024 da PNAB/MG.
Ouça aqui os singles Me erra e Malungo
Nascida em 2024, Malungo é uma banda nova, mas seus integrantes têm grande experiência com carreiras de décadas de história. Primeiro veio o encontro entre Flávia Ellen e Léo Lana. “A amizade e a afinidade musical fizeram nascer, em 2024, inicialmente o projeto Forró de Malungo. Ao longo dos meses e dos ensaios, percebemos que, na verdade, queríamos fazer um som mais amplo de brasilidades, inspirado nas músicas mineira e nordestina, especialmente baiana e pernambucana”, conta a cantora. Em seguida, para costurar essa ideia, convidaram Valéria Santos, percussionista, e Kiko Ribeiro, sanfona, sendo a primeira formação da banda até o início de 2026, quando Max Hebert, sanfoneiro do Pisa na Fulô, entrou no lugar de Kiko.
A escolha do nome Malungo traduz de forma bem precisa a essência da banda. O termo é da língua bantu, do kikongo, falada por mais de sete milhões de pessoas como língua materna e, como segunda língua por cerca de cinco milhões de pessoas em África. “Aqui no Brasil, Malungo quer dizer ‘companheiro, patrício, da mesma região, que veio no mesmo comboio’, ou ainda, ‘parceiro da mesma laia, camarada, parente’. E essa é a essência da banda: ser camarada, companheiro, estar próximo às pessoas”, revela Flávia.
Costura, o primeiro álbum
Para se apresentar para o público, a banda Malungo lança o álbum Costura, com oito faixas, sendo seis canções autorais e duas releituras. Com produção musical de Richard Neves, e arranjos da banda, de Kiko Ribeiro e do produtor, o disco conta com as participações de Tamara Franklin, Júlia Rocha e Esther, a malunguinha filha de Léo Lana. “Costura remete a se aproximar, conectar duas partes, tecer, embolar, misturar. Costura é se permitir passar por vários caminhos e escolher onde dar o ponto final, voltar, cortar, arrematar. É um infinito coser’, diz Lana.
A sonoridade do disco encontra a essência da banda que se traduz na poesia feita pelos integrantes para se casar com a música. “Dentro dessa perspectiva, nossa sonoridade é uma trama de texturas, em que linhas melódicas, rítmicas e harmônicas se entrelaçam, formando uma teia cheia de contrastes que se manifestam nas letras também”, observa Léo Lana.
Costura não é um disco de inovação sonora, mas a banda se permite experimentar. “Desde o início, Léo e eu tivemos a clareza de que a percussão seria nosso guia. Então, era esperado que nela aparecesse o inusitado, pois temos dois percussionistas/bateristas experimentando sons”, diz Flávia. No intuito de experimentar arranjos e, ao mesmo tempo, ser fiel às referências, “fizemos uma pesquisa, uma degustação da música brasileira para nos aproveitar bastante dessa mistura e riqueza cultural que o país nos proporciona. As releituras, curiosamente de dois pernambucanos, além das nossas composições, também trouxeram isso”, revela Flávia Ellen.
O disco tem como objetivo, de acordo com Léo Lana, “promover uma experiência sonora, poética e afetiva, que dialogue com todo mundo. É dizer que aqui tem um Malungo para você, seja na alegria, nos desencontros, na festa ou na reflexão”, afirma.
Serviço
Banda Malungo lança Costura
Data: 5 de julho, domingo
Horário: 17h
Local: BarZenho (rua Itapecerica, 865. Lagoinha)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e no segundo lote e na portaria, R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), no site da Sympla a partir de 23/6
Classificação: livre
Publicado por:
Camila de Ávila
Camila de Ávila é mulher preta, jornalista cultural e assessora de imprensa especializada em cultura. Lê e escreve resenhas sobre peças, shows, espetáculos de dança, livros, discos, exposições e rodas de samba.
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