Pelo menos três partidas de futebol de categorias de base foram paralisadas no estado de São Paulo durante o último fim de semana devido a episódios de injúria racial e homofobia. As agressões verbais ocorreram nas categorias sub-15, sub-17 e sub-20, vitimando tanto jovens atletas quanto membros da equipe de arbitragem em diferentes estádios paulistas.

O primeiro caso envolveu o confronto entre XV de Jaú e Ituano pelo Paulistão sub-20, no Estádio Zezinho Magalhães. O atacante João Vitor relatou ter recebido ofensas racistas do zagueiro Eraso. O árbitro Nelson Marques da Silva acionou o protocolo antirracismo. A súmula também apontou ofensas homofóbicas vindas da torcida contra assistentes.

Ocorrências com a arbitragem em Votorantim e Itatiba

No sábado, no duelo sub-15 entre Votoraty e Referência, o árbitro Marcos Roberto de Jesus registrou um Boletim de Ocorrência após sofrer ofensas racistas de um torcedor. O suspeito foi detido e conduzido à delegacia, enquanto o quarto árbitro deu prosseguimento à partida em Votorantim.

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Em Itatiba, o jogo sub-17 entre São Bernardo e Rio Branco também acabou interrompido pelo árbitro Rodrigo Santos. A paralisação ocorreu após o assistente Denival da Silva Pereira relatar insultos homofóbicos. O torcedor responsável pelos gritos discriminatórios acabou identificado pela Polícia Militar.

Posicionamento da Federação Paulista de Futebol

Em nota oficial, a Federação Paulista de Futebol (FPF) repudiou veementemente as ocorrências. A entidade garantiu que os protocolos de segurança foram aplicados corretamente e que acompanhará os desdobramentos das investigações junto às autoridades e aos clubes envolvidos.

A FPF reiterou que não tolera manifestações de preconceito ou violência nos gramados. Além disso, a entidade reafirmou o compromisso de manter ações contínuas para assegurar o respeito e a inclusão nos campeonatos estaduais.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade